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A US Travel Association manifestou forte preocupação com a suspensão dos programas TSA PreCheck e Global Entry nos Estados Unidos. Em declaração divulgada neste sábado (22), o presidente e CEO da entidade, Geoff Freeman, classificou a medida como “extremamente decepcionante” e cobrou que os viajantes sejam colocados no centro das decisões políticas.

Segundo Freeman, a paralisação reflete disputas políticas recentes que, na visão da associação, acabam prejudicando diretamente a experiência de viagem no país.

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O que está em jogo

Os programas TSA PreCheck e Global Entry são amplamente utilizados por viajantes frequentes para agilizar processos de segurança e imigração em aeroportos norte-americanos. A suspensão pode resultar em:

  • filas mais longas nos controles de segurança;
  • maior tempo de espera na imigração;
  • piora na experiência do passageiro;
  • impactos operacionais em aeroportos e companhias aéreas.

Para o setor de turismo, a medida gera preocupação por atingir diretamente a fluidez das viagens internacionais e domésticas.

Crítica à politização

Na nota, Freeman afirmou que tanto democratas quanto republicanos têm utilizado temas ligados à aviação e à segurança de fronteiras como instrumento político nos últimos meses.

“A suspensão do TSA PreCheck e do Global Entry é extremamente decepcionante. Estamos indignados com o fato de que, nos últimos 90 dias, democratas e republicanos tenham usado controladores de tráfego aéreo, a TSA, a CBP e toda a experiência de viagem como meio para atingir fins políticos.”

O executivo reforçou que decisões desse tipo não deveriam comprometer a mobilidade dos cidadãos nem a eficiência do sistema de viagens.

Impacto econômico

A US Travel Association destaca que o turismo é um dos principais motores da economia dos Estados Unidos e que qualquer medida que complique o deslocamento de passageiros pode gerar efeitos negativos em cadeia — desde a aviação até hotéis, eventos e destinos.

“Os viajantes devem ser priorizados, não explorados. As viagens são a porta de entrada para a economia americana e os americanos não devem ter sua mobilidade, segurança ou experiência de viagem prejudicadas porque os líderes eleitos não conseguem resolver suas diferenças”, afirmou Freeman.

Pressão por solução

A entidade conclui pedindo ação rápida dos formuladores de políticas públicas. “Viajar é vital para o povo americano e é hora de os formuladores de políticas colocarem o povo americano em primeiro lugar.”

O setor agora acompanha os desdobramentos da suspensão e aguarda definições sobre a retomada dos programas, considerados essenciais para a eficiência do sistema de viagens nos Estados Unidos.