Placa de sinalização olímípica em Deer Valley - Foto: Divulgação

Enquanto os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão–Cortina 2026 ampliam o interesse dos brasileiros pelos esportes de neve, um destino nos Estados Unidos se destaca por manter o espírito olímpico ativo o ano inteiro: Park City. Em vez de estruturas temporárias, a cidade oferece instalações olímpicas em pleno funcionamento, abertas ao público e integradas à experiência turística.

Localizada em Utah, Park City sediou cerca de um terço das competições dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002 e já tem futuro garantido no calendário esportivo: foi confirmada, ao lado de Salt Lake City, como sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2034. Essa continuidade reforça o posicionamento do destino como referência global em esportes de inverno.

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O principal símbolo desse legado é o Utah Olympic Park, que permanece como um dos mais importantes centros de treinamento olímpico e paralímpico dos EUA. Aberto aos visitantes, o complexo oferece tours, museus interativos e a possibilidade de vivenciar uma descida de bobsled na mesma pista utilizada por atletas de elite — uma experiência rara no turismo esportivo internacional.

O legado olímpico também se estende aos resorts da região. O Deer Valley, conhecido pelo esqui de alto padrão, mantém pistas olímpicas ativas e oferece o programa Ski With a Champion, que conecta visitantes a ex-atletas olímpicos. Já o Park City Mountain abriga o icônico Eagle Superpipe, palco de provas olímpicas e eventos internacionais, hoje acessível a esquiadores e snowboarders recreativos.

Até a área urbana reflete essa identidade. A Park City Olympic Welcome Plaza preserva registros dos Jogos de 2002 e reforça o papel da cidade como anfitriã olímpica. Com exceção do Ski With a Champion, as atividades são gratuitas, ampliando o acesso do público ao legado esportivo.

Com planejamento de longo prazo voltado à infraestrutura, turismo e desenvolvimento comunitário, Park City se prepara para 2034 enquanto já colhe os frutos de sua herança olímpica. Para o viajante brasileiro, o destino surge como uma ponte entre o interesse despertado pelas transmissões e a vivência real do esporte — não apenas para assistir, mas para esquiar, explorar e sentir, na prática, como é estar onde a história olímpica continua acontecendo.