O assassinato dos três ortopedistas, na madrugada de quinta-feira (6), em um quiosque na Barra da Tijuca, ganhou repercussão internacional. O crime chocou não só o país como o mundo inteiro. Mais ainda com a descoberta de que os médicos foram mortos ‘por engano’, pelo tráfico de drogas. Além disso, os tiroteios, disputas de território e episódios recentes envolvendo turistas nacionais e estrangeiros, podem trazer algum prejuízo para a imagem e o turismo do Rio de Janeiro.
O Portal Turisnews ouviu o presidente do Hotéis Rio, Alfredo Lopes, que acredita que o turismo e a rede hoteleira possam sentir os efeitos já neste próximo semestre. “No ano passado nós tivemos 65% por cento de ocupação neste último trimestre, a expectativa deste ano era chegar a 75%, mas com certeza um acontecimento desses, que tem um impacto internacional, acredito que pode haver algum tipo de reflexo negativo”, disse ele.
Lopes também afirmou que a rede hoteleira do Rio de Janeiro tem realizado reuniões constantes com a cúpula da segurança carioca, visando trazer mais segurança para os visitantes do Rio de Janeiro e para os hotéis. Ele pediu mais atenção e um plano de segurança para a cidade. “O principal gargalo é que falta um plano efetivo, na verdade hoje há um “enxuga gelo”, as forças de segurança vão a reboque dos acontecimentos como a gente viu, por exemplo, no último final de semana de sol, quando aconteceu um caos na Zona Sul, com pessoas fazendo surf em cima dos ônibus, pulando da janela dos coletivos, assaltando transeuntes e voltando……enfim, essa disputa constante do tráfico com as facções. Então precisa ter um plano, o que vai ser feito? Não adianta ficarmos enxugando gelo, até porque a gente entende que o efetivo das polícias é insuficiente frente ao do crime”, completou.
Sobre o crime da Barra da Tijuca, Alfredo Lopes disse que, da forma como foi solucionado – com os criminosos igualmente executados pelo tráfico, por conta do erro cometido, pode manchar ainda mais a imagem da cidade. “Acredito que desvendar esse crime nessa velocidade seria sensacional se fosse feito realmente pela polícia e não tivesse havido novas execuções. Da forma que foi pelo contrário isso depõe ainda mais contra o esquema de segurança da cidade”, finalizou.















