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A Azul S.A. anunciou na última sexta-feira (20), que concluiu com sucesso seu processo voluntário de reestruturação financeira e saída do Chapter 11, nos Estados Unidos. Com a implementação do Plano de Reorganização — confirmado pela Justiça americana em dezembro de 2025 — a companhia afirma iniciar uma nova fase com estrutura de capital mais robusta e menor alavancagem de sua história.

Segundo a aérea, o processo resultou em uma transformação abrangente do balanço e das operações, com foco em liquidez, redução de passivos e sustentabilidade de longo prazo.

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Balanço mais forte e novos investimentos

Entre os principais resultados financeiros, a Azul recebeu US$ 850 milhões em novos investimentos em ações, incluindo aportes de detentores de títulos existentes e US$ 100 milhões da United Airlines. A empresa também firmou compromisso com a American Airlines para um investimento adicional de US$ 100 milhões, sujeito à aprovação do CADE.

A companhia ainda captou US$ 1,375 bilhão em novos títulos de saída e reduziu sua dívida total e obrigações de arrendamento em aproximadamente US$ 2,5 bilhões em relação ao período anterior ao pedido de proteção judicial.

Outros destaques incluem:

  • redução superior a 50% nos juros anuais sobre empréstimos e financiamentos;
  • queda de cerca de 36% na dívida de leasing de aeronaves;
  • diminuição de aproximadamente um terço nos custos de locação, sem impacto na capacidade operacional;
  • alavancagem líquida proforma inferior a 2,5x na saída do processo.

Processo rápido e operação estável

A Azul concluiu a reestruturação em menos de nove meses, mantendo a operação regular. Durante o período, a companhia registrou 85,1% de pontualidade e operou cerca de 800 voos diários sem disrupções.

Em 2025, a empresa transportou 32 milhões de clientes, o maior volume de sua história, e foi classificada como a 4ª companhia aérea mais pontual do mundo. Atualmente, a Azul atende mais de 130 cidades em cerca de 250 rotas e opera uma frota de aproximadamente 175 aeronaves.

Apoio de parceiros estratégicos

O processo contou com o suporte de importantes parceiros financeiros e da indústria, incluindo bondholders, a arrendadora AerCap — principal credora de leasing da empresa — além de outros lessores, OEMs, fornecedores e as parceiras estratégicas United Airlines e American Airlines.

Para John Rodgerson, CEO da Azul, a conclusão do Chapter 11 representa um ponto de inflexão. “Esse é um marco decisivo para a Azul. Em menos de nove meses, concluímos uma reestruturação abrangente que fortaleceu significativamente nosso balanço e nos posicionou para a estabilidade de longo prazo”, afirmou o executivo.

O CEO também destacou o papel dos colaboradores durante o processo. “Estou especialmente orgulhoso de nossos Tripulantes, cuja dedicação e resiliência nos permitiram manter alto nível de qualidade e foco no que mais importa: conectar o Brasil com excelência e confiança.”

Próxima fase: crescimento disciplinado

Com estrutura financeira mais sólida, a Azul afirma que seguirá focada em crescimento sustentável e geração de valor. A companhia destaca como vantagens competitivas:

  • a maior malha aérea do Brasil;
  • modelo de negócios diversificado, com Azul Cargo, Azul Viagens e Azul Fidelidade;
  • frota moderna, com cerca de 80% de aeronaves de nova geração;
  • forte reconhecimento de marca e parcerias internacionais.

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