A Azul Linhas Aéreas realizou nesta sexta-feira (30) uma coletiva de imprensa, onde apresentou as próximas etapas do seu plano de reestruturação financeira, após a primeira audiência realizada na Corte dos Estados Unidos na quinta-feira (29). O vice-presidente institucional e corporativo, Fábio Campos, detalhou os próximos passos e respondeu às principais dúvidas durante o encontro com a imprensa.
“Ontem, houve a primeira audiência na Corte dos Estados Unidos. No chamado primeiro dia, a Azul apresentou uma série de pedidos iniciais, com foco em garantir o funcionamento básico da empresa e proteger seus ativos. Esses pedidos foram aprovados de forma interina, porque eram de curtíssimo prazo. Uma segunda audiência já está marcada para o dia 9 de julho, quando temas mais amplos serão debatidos”, afirmou ele.
Segundo Fábio, nada vai mudar, para os clientes da companhia durante o processo. “Eu queria deixar muito claro que esse processo não gera nenhum impacto aos nossos clientes. Quem comprou bilhetes, vai ter seus bilhetes honrados. Quem tem pontos no programa de fidelidade segue com os pontos podendo usar normalmente dentro do programa. Seguimos comercializando passagens e operando normalmente”, completou.
Em nome da companhia, Fábio Campos também agradeceu ao trade turístico pelo apoio e confiança na Azul. Ele aproveitou para ressaltar que nada muda também para os agentes de viagem. “Já estamos falando ativamente com nossos parceiros e queríamos agradecer ao trade, porque tivemos uma demonstração e apoio muito forte. Esse respaldo é fundamental para que possamos seguir fortalecendo nossa operação e nossos relacionamentos. Continuaremos trabalhando junto com o trade, como sempre fizemos, mas com um desejo ainda maior de nos aproximarmos, conversar mais e explorar novas possibilidades em nossas parcerias”, disse.
Ele também explicou que, ao contrário dos rumores, a companhia não vai devolver aeronaves. Os rumores se baseiam em uma leitura equivocada das projeções futuras. “Muitas dessas aeronaves que aparecem na conta como devolvidas já estavam fora de operação ou ainda não tinham sido incorporadas. Estamos adequando a frota para tornar nosso negócio mais eficiente e sustentável. Nosso objetivo é otimizar a frota e voar com as aeronaves mais modernas, devolvendo modelos de geração antigas e mantendo os Embraer E2, que são os mais eficientes”, explicou.
Apoio das americanas e fusão com a GOL
Outro destaque do processo foi o apoio das companhias americanas American Airlines e United Airlines, que assinaram compromissos de injetar US$ 200 milhões e US$ 300 milhões em participação acionária na companhia. A United, que já é parceria da Azul deve ampliar sua participação na empresa. E a American, assinou um termo de apoio ao processo e vai se tornar acionista da Azul ao final do Chapter 11.
Sobre a possibilidade de fusão com a GOL, o executivo foi taxativo em afirmar que a Azul mantém o foco na própria reestruturação. “Nosso foco está 100% voltado para a reestruturação da Azul. Acreditamos na construção de valor de forma independente. Estamos trabalhando com disciplina e estratégia”, finalizou. Apesar do processo jurídico, ele também afirmou que as companhia continua normalmente, suas contratações e a recepção de novos colaboradores. “Semana que vem, já estamos com vocês de novo, anunciando novas rotas e o novo grupo de tripulantes que está entrando na Azul na segunda-feira”, disse.















