A American anunciou um novo serviço sem escalas para a Europa - Foto: Divulgação

A American Airlines Group Inc. foi condenada a pagar uma multa de US$ 4,1 milhões, a maior penalidade desse tipo até o momento, por permitir que aeronaves permanecessem no solo por três horas ou mais sem dar aos passageiros a chance de sair. A informação consta do Jornal Valor Econômico.

Segundo o Jornal, o Departamento de Transportes dos EUA disse na segunda-feira que a ação fazia parte de um aumento na fiscalização iniciado no ano passado, depois que o secretário Pete Buttigieg começou a denunciar as transportadoras por causarem longos atrasos e cancelarem voos.

“Esta é a ação mais recente em nosso esforço contínuo para fazer cumprir os direitos dos passageiros das companhias aéreas”, disse Buttigieg em comunicado. “Quer o problema sejam atrasos extremos na pista ou problemas na obtenção de reembolsos, o DOT continuará a proteger os consumidores e a responsabilizar as companhias aéreas.”

A lei dos EUA proíbe os voos domésticos de permanecerem nas pistas dos aeroportos por mais de três horas sem levar os aviões de volta aos portões para permitir o desembarque das pessoas. O DOT alegou que a American violou as regras em 43 voos domésticos entre 2018 e 2021. Um total de 5.821 passageiros estavam a bordo dos voos, disse a agência.

Compensação aos passageiros

A American disse em comunicado por e-mail que fez melhorias em seu sistema de planejamento de voo para evitar que os aviões se amontoem nos aeroportos durante condições climáticas extremas.

“A American sempre se esforça para oferecer uma experiência de viagem positiva aos nossos clientes e leva muito a sério a nossa responsabilidade de cumprir todos os requisitos do Departamento de Transportes”, afirmou a companhia aérea.

Metade da multa, US$ 2,05 milhões, será usada para compensar os passageiros que estavam nos voos atrasados, disse o DOT. A maioria dos atrasos ocorreu em um dos principais centros da American, Dallas-Fort Worth International. Em um dos 43 voos, os passageiros não receberam comida e água, o que também é exigido por lei, disse a agência.

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