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O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, participou, na manhã desta segunda-feira (1°), da 3ª Reunião Técnica do Grupo de Trabalho de Turismo do G20, realizada na Praça Mauá, no Rio de Janeiro (RJ). Em seu discurso, Freixo destacou a importância do setor como motor de desenvolvimento para uma nova economia mundial, que seja mais sustentável e ambientalmente responsável, e lembrou a importância da Amazônia para este debate.

O encontro contou com a presença de representantes de 26 delegações, que incluíram os países-membros do G20 e convidados, e do ministro do Turismo, Celso Sabino. A cúpula do G20 com o encontro dos chefes de estado acontecerá também no Rio de Janeiro, nos dias 18 e 19 de novembro.

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Os presentes no encontro desta segunda debateram temas como sustentabilidade, proteção ao meio ambiente, o turismo como instrumento de desenvolvimento social, desenvolvimento de metodologias para mensurar a sustentabilidade de destinos turísticos, o fortalecimento de instituições multilaterais voltadas para o tema, a ampliação do financiamento internacional de projetos turísticos sustentáveis e qualificação profissional.

Freixo defendeu que o turismo, como atividade econômica, pode ser parte da grande solução global para a economia mundial. “O turismo pode ser, no Século 21, a grande solução, quando pensamos em economia. Hoje, no Brasil, o turismo corresponde a 8% do PIB. No mundo, corresponde a aproximadamente 3% do PIB mundial. Quando olhamos para os desafios diante da democracia e da sustentabilidade, dois pilares fundamentais do governo do presidente Lula, a garantia dos direitos humanos e da democracia e a responsabilidade climática, temos no turismo um instrumento decisivo para um mundo que seja mais responsável”, destacou.

Ainda ressaltando os desafios climáticos e ambientais, Freixo disse que “nenhum país será vitorioso se essa casa for destruída”. “O que nos une aqui é colocar o turismo como um modelo de desenvolvimento decisivo para a geração de emprego e renda, e um modelo de sustentabilidade. Por isso que as boas práticas, que melhorem os indicadores de sustentabilidade com inovação e inteligência de dados, devem ser compartilhadas. A casa é uma só, e ninguém que sai de uma porta para outra quer encontrar um mundo pior”, completou.

O presidente da Embratur lembrou, ainda, que além de sediar o G20, o Brasil vai sediar a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30) em 2025. “A Amazônia pertence ao mundo, é verdade, mas 70% dela é no território brasileiro. E essa floresta não foi destruída como todas as outras. O debate da sustentabilidade é um debate de geração de energia, de respeito aos povos originários, de autonomia, e é um debate sobre a grande casa que é o planeta Terra”, afirmou. “Então, que a gente possa olhar mais para o futuro do que para o passado. E que a gente traga todas as soluções que hoje existem dentro do turismo como forma dessa casa ser melhor. Sejam bem-vindos. O Brasil está de portas abertas assim como o Cristo Redentor está de braços abertos”, finalizou.

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