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A Embratur vai levar os destinos brasileiros para a 26ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris. A Agência vai exibir, no evento, três mini documentários da série Turismo Transforma que abordam temas como turismo religioso, afroturismo, turismo de base comunitária e produção e cadeia turística no Brasil. As exibições acontecerão fora do circuito competitivo tradicional e são uma contrapartida pelo patrocínio da Agência ao festival, que se repete há 26 anos. Em 2024, as exibições acontecerão de 26 de março a 2 de abril.

Um dos documentários que serão apresentados na capital francesa conta um pouco da história da festividade religiosa do Círio de Nazaré, a maior do Pará, que remonta a história de um milagre acontecido no Século 18. A festa se tornou um atrativo turístico fomentando a fé e a economia do estado. Já o do queijo canastra, focado na gastronomia, mostra a importância do produto a partir do pequeno produtor e do turismo rural até os restaurantes belorizontinos.

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O terceiro filme destaca o afroturismo e a história preta do Brasil. O doc apresenta o impacto positivo do afroturismo nas localidades em que este segmento tem se estruturado e recebe turistas estrangeiros. A primeira parte tem como pano de fundo a Festa da Nossa Senhora da Boa Morte, uma das mais tradicionais celebrações religiosas afro-brasileiras, em Cachoeira (BA).

A segunda fala sobre o Recôncavo Baiano, região que tem Cachoeira como um de seus municípios. A influência africana na colonização e na história da região aparece, no filme, a partir da gastronomia, uma forma de fortalecimento da autoestima cultural e de sobrevivência da população preta. E a terceira trata da saída do bloco do Ilê Aiyê no Carnaval e a importância da música para a ancestralidade.

Filmes no festival

Nesta edição, o Festival de Cinema Brasileiro de Paris apresentará 30 filmes em cinco mostras: Competitiva, Hors-concours, Documentários, Sessão Escolar e Homenagem a Antonio Pitanga (premiado ator e diretor do cinema negro brasileiro). O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, participará do evento, realizado pela empresa Jangada, da carioca Katia Adler, e que reúne, anualmente, mais de 5 mil espectadores.

O festival é a principal vitrine da cinematografia brasileira na Europa e também é conhecido por ajudar a formar um público francês apaixonado pelo cinema brasileiro e pela nossa cultura. A 26ª edição vai acontecer no L’Arlequin, cinema tradicional modernista de rua no bairro de Saint-Germain-des-Près, sede do evento. O festival também marcará o lançamento do livro “A Nudez da Cópia Imperfeita”, de Wagner Schwartz.

Segundo Freixo, “levar os documentários do Turismo Transforma para o Festival de Cinema Brasileiro de Paris é uma forma de colocarmos em evidência os destinos turísticos do Brasil.” “Fazemos isso mostrando nossa cultura, nossa história, nossa diversidade, e um país plural e democrático. Mostramos, mais uma vez, que o Brasil voltou. Isso fica ainda mais importante quando pensamos que o ano de 2025 será o ano do Brasil na França e da França no Brasil, e temos muito a oferecer aos franceses em cultura, sustentabilidade, gastronomia, natureza e muito mais”, complementa.

A mostra também contará com a presença de Antônio Pitanga e da filha do homenageado, a atriz Camila Pitanga. Na ocasião, serão apresentados seis longas com o ator, entre eles “Na Boca do Mundo”, primeira produção dirigida por ele, o clássico “Barravento”, do Cinema Novo, de Glauber Rocha, e “Nosso Sonho”, o filme nacional mais visto de 2023, além de um trecho de “Malês”, novo longa de Pitanga como diretor, ainda em finalização.