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Um terremoto de magnitude 8.8 atingiu nesta quarta-feira (30) a costa da península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, e provocou alertas de tsunami em diversos países do Pacífico. O tremor ocorreu por volta das 7h20 da manhã no horário local (16h20 de terça-feira em Brasília), a cerca de 120 km de Petropavlovsk-Kamchatsky, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

De acordo com o governador da região, Vladimir Solodov, este foi o terremoto mais forte registrado na região de Kamchatka desde 1952. Ondas de até 4 metros atingiram ilhas próximas, como Severo-Kurilsk, onde o porto foi inundado, embarcações foram arrastadas e uma creche precisou ser evacuada. Autoridades confirmaram feridos leves, mas não há registro de mortes.

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O tremor, considerado raso (com profundidade de 19 km), gerou alertas de tsunami em ao menos 17 países, incluindo Japão, Havaí, Estados Unidos, México, Chile, Nova Zelândia e Filipinas. No Japão, mais de 1,9 milhão de pessoas foram retiradas de áreas costeiras e ondas de até 1,3 metro atingiram a ilha de Hokkaido. No Havaí, o mar avançou cerca de 1,7 metro e houve suspensão temporária de operações em portos e aeroportos.

Nos Estados Unidos e Canadá, o impacto foi menor, mas parte da costa oeste foi colocada sob vigilância. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico recomenda que a população e os turistas evitem praias e áreas costeiras até que a situação se normalize.

Para a sismóloga Alice-Agnes Gabriel, da Scripps Institution of Oceanography, este pode ter sido o terremoto mais forte no mundo desde o de Tōhoku, no Japão, em 2011, e está entre os oito mais intensos já registrados globalmente em magnitude.

Apesar de a região diretamente atingida não ser um polo turístico consolidado, o episódio teve repercussão em diversas rotas do Pacífico. Cruzeiros e voos com destino ao norte do Japão, Alasca, ilhas russas e costa oeste americana estão sendo monitorados, com possibilidade de alteração. Algumas excursões locais em Kamchatka foram suspensas por precaução.

Viajantes devem consultar companhias aéreas e marítimas, seguir orientações de autoridades locais e verificar a cobertura de seguros para eventos naturais. O portal segue acompanhando a situação e atualiza esta matéria com base em fontes oficiais.