O CEO DO RioGaleão, Alexandre Monteiro - Foto: Acervo

O RioGaleão deve bater este ano o recorde histórico de passageiros internacionais. A afirmação foi feita pelo CEO da concessionária, Alexandre Monteiro, durante o painel A Força Econômica do Turismo, no segundo dia da terceira edição da ExpoRioTurismo, que acontece no Lagoon até o próximo domingo. Em sua apresentação, Alexandre detalhou os números da retomada do aeroporto, após a adequação da capacidade do Santos Dumont. Segundo ele, a expectativa é receber 4,6 milhões de turistas internacionais este ano, um número nunca alcançado pelo estado.

Ele explicou que um dos fatores responsáveis pelo aumento e pelo recorde é a chegada das empresas aéreas de baixo custo, as chamadas low costs. “O Rio hoje, é o principal centro a oferecer passagens de companhias low cost para a América do Sul. Há seis anos, temos o foco de trazer as low costs, porque isso traz volume de turistas para o nosso país. As três maiores empresas de baixo custo – FlyBondi, JetSmart e Sky Airline – começaram operando pelo Rio de Janeiro. Hoje, 20% dos passageiros internacionais chegam ao Rio por essas companhias. Uma característica dessas companhias é que elas criam mercado. Daí a nossa expectativa de bater o nosso próprio recorde”, explicou Alexandre.

Publicidade

Ainda de acordo com o CEO, para atingir estes números o RioGaleão tem realizado um trabalho árduo e capacitação no Brasil e em todo o mundo. “Realizamos 12 eventos B2B em oito mercados internacionais, capacitamos 824 operadores para conhecer o produto Rio de Janeiro, cidade e estado. Fizemos 22 campanhas B2C, que impactou 100 milhões de usuários”, completou.

Alexandre Monteiro disse também, que a perspectiva a longo prazo é ainda melhor, com a recuperação de mercados chave, como os Estados Unidos e a Europa. “Ainda não recuperamos este  mercado e nem parte dele, principalmente porque o mundo está vivendo um problema de fornecimento de aviões. Tem companhias internacionais que já anunciaram publicamente seu interesse em voar para o Rio de Janeiro, mas ainda não o fazem porque tem problemas de falta de aviões. Um desses exemplos é a Turkish. Quando recuperarmos toda a oferta de assentos nos mercados tradicionais, somados ao mercado das low costs, vamos dar um salto ainda maior. E a força do turismo vai alavancar uma série de negócios se espraiando pela economia do Rio e do Brasil”, finalizou.

LEIA TAMBÉM: Jaguar Parade 2024 chega ao RIOgaleão