Foto: Reprodução

O Rio de Janeiro se consolida como um dos principais polos de afroturismo no Brasil, com a Pequena África, localizada nas imediações da Pedra do Sal e do Largo de São Francisco da Prainha, liderando esse crescimento. Em 2023, a região recebeu 526 mil turistas, superando atrações tradicionais como o Pão de Açúcar (378 mil visitantes) e o Cristo Redentor (273 mil visitantes). O Ministério do Turismo (MTur) e a Unesco iniciaram um levantamento para catalogar locais e experiências voltadas para o afroturismo no país, destacando a importância de roteiros como esse. Um exemplo de experiência de destaque é a Pineapples, que oferece passeios educativos e culturais na região, proporcionando aos turistas uma vivência imersiva da cultura afro-brasileira.

O Ministério do Turismo, em parceria com a Unesco, promove esse mapeamento para dar visibilidade às iniciativas que preservam as identidades e memórias negras no Brasil. O objetivo é fortalecer o setor por meio de políticas públicas e estratégias como o ‘Programa Rotas Negras’, criado pelo Decreto nº 12.277 em novembro de 2024, com foco no desenvolvimento sustentável e na valorização da cultura afro-brasileira. Fábio Nahon, sócio-diretor da Pineapples e diretor de Relações com Investidores da ABLT, ressalta a importância do turismo de base comunitária: “O afroturismo oferece um olhar profundo sobre as raízes da cultura negra, permitindo que turistas tenham uma experiência única de imersão e aprendizado. A Pequena África, com sua história rica e vibrante, é o exemplo perfeito dessa conexão”, afirma.

Publicidade

Uma das iniciativas que mais se destacam na região é o Negrociando História, criado pelo historiador e guia de turismo Flávio Henrique Cardoso. Agora, por meio de uma parceria, a Pineapples passou a oferecer esse passeio para seus hóspedes, ampliando o acesso à experiência. O projeto promove passeios educativos que aproximam visitantes da história e da contribuição negra para a formação do Rio de Janeiro e do Brasil, incentivando o conhecimento e a consciência social. Além disso, o Programa Rotas Negras integra ações de diversos ministérios e órgãos federais para fortalecer o turismo sustentável e a inclusão social. A catalogação de novos destinos ajudará a incluir essas rotas no Mapa Nacional do Turismo, ampliando sua visibilidade.

“Mais do que impulsionar o turismo, esse reconhecimento reforça o papel da economia criativa e do protagonismo negro no setor. Iniciativas como a Pineapples mostra como o turismo pode ser um motor de transformação social, promovendo inclusão e valorização da cultura afro-brasileira”, finaliza Fábio.