Ministério de Portos e Aeroportos acompanha movimentação aérea no país; ANAC informa normalidade nas operações. - Foto: MTur

O preço médio das passagens aéreas domésticas alcançou R$ 776,87 em agosto de 2026, uma alta real de 14,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em agosto de 2025, a tarifa média era de R$ 678,48, considerando valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Os números fazem parte do painel de tarifas aéreas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Na comparação com agosto de 2024, quando o valor médio registrado foi de R$ 675,07, o aumento chega a 15,1%.

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Os dados mostram ainda que somente 34,8% dos assentos vendidos em agosto custaram até R$ 500. Isso significa que quase dois terços das passagens comercializadas no período ultrapassaram esse valor.

A tarifa considerada pela ANAC corresponde exclusivamente ao serviço de transporte aéreo incluído no bilhete. Outros custos pagos pelo passageiro, como a tarifa de embarque, não entram no cálculo.

Custo por quilômetro também aumentou

O yield médio, indicador que representa o valor pago pelo passageiro por quilômetro voado, ficou em R$ 0,5834 em agosto. O resultado representa crescimento de 8,9% diante dos R$ 0,5357 registrados no mesmo mês de 2025.

Em relação a agosto de 2024, quando o yield médio era de R$ 0,5247 por quilômetro, a elevação foi de 11,2%.

O indicador ajuda a compreender o comportamento das tarifas porque considera a distância percorrida. Voos mais curtos podem apresentar preços menores, mas um custo proporcionalmente mais alto por quilômetro, enquanto rotas mais longas tendem a diluir esse valor.

Querosene de aviação subiu 31,8%

O painel também aponta uma forte elevação no preço do querosene de aviação (QAV), um dos principais componentes dos custos operacionais das companhias aéreas.

Em agosto de 2026, o combustível custava, em média, R$ 4,98 por litro. Um ano antes, o valor era de R$ 3,78, o que corresponde a um aumento de 31,8%.

Na comparação com agosto de 2024, quando o litro custava R$ 4,51, a alta foi de 10,4%. A evolução do combustível ajuda a contextualizar a pressão sobre os custos do setor, embora a formação das tarifas também seja influenciada por fatores como demanda, antecedência da compra, concorrência, disponibilidade de assentos e características de cada rota.

Os dados das passagens domésticas comercializadas desde janeiro de 2026 seguem as regras estabelecidas pela Resolução ANAC nº 780/2025 e pela Portaria nº 18.340/SAS/2025. Com a nova regulamentação, o registro de informações sobre tarifas internacionais foi descontinuado pela agência.

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