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A GOL Linhas Aéreas anunciou na manhã desta terça-feira (8), que pretende iniciar em setembro as operações piloto da compensação de combustível sustentável de aviação (SAF) por meio do sistema Book & Claim. O anúncio foi feito durante o Fórum de Sustentabilidade promovido pela fabricante americana Boeing e pela RSB (Roundtable on Sustainable Biomaterials), em São Paulo, cujo mote foi “Sustainable Aerospace Together”.

A notícia foi apresentada por Eduardo Calderon, diretor do Centro de Controle Operacional (CCO) e Engenharia da GOL, integrante do painel “Produção de Combustíveis Sustentáveis de Aviação no Brasil – Aprendizados e Perspectivas Futuras”. O executivo trouxe um olhar da indústria sobre o tema e, para o anúncio conjunto, chamou ao palco Rodrigo Guimarães, diretor Comercial de Aviação da VIBRA, fornecedora de combustíveis da GOL.

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O Boeing 737 Max da Gol – Foto: Divulgação

O modelo Book & Claim permite que uma empresa se aproprie dos créditos de carbono gerados por outra organização que já utiliza a energia renovável, por meio de pagamento. No caso do SAF, ainda sem uma cadeia produtiva legitimada no Brasil, a GOL reivindicará o uso de determinada quantidade de combustível sustentável a outra companhia aérea e receberá os créditos de carbono advindos dessa compensação. Essa operação será feita junto à VIBRA, através da plataforma RSB.

“Para chegarmos à meta de descarbonização do setor em 2050, temos de começar agora. Dentre os pilares seguidos pela GOL para atingir o balanço líquido zero de carbono, a utilização de SAF é o mais urgente, representando 64% do conjunto de iniciativas. O projeto piloto do Book & Claim manterá a GOL no pioneirismo das iniciativas ligadas ao meio ambiente na América Latina, assim como aconteceu com a possibilidade de compensação de carbono pelos Clientes e com o lançamento das duas primeiras rotas 100% carbono neutro do País, apresentadas pela Companhia em 2021”, afirmou Eduardo Calderon, diretor do Centro de Controle Operacional (CCO) e Engenharia da GOL.

Histórico de ações e metas

A GOL se comprometeu, no segundo trimestre de 2021, com o balanço líquido zero de carbono até 2050. Para atingir essa meta, a Companhia se apoia em 4 pilares, definidos pela ICAO e ratificados pela IATA (Associação Internacional de Transportes Aéreos). Durante o evento, Calderon apresentou as porcentagens que cada um dos pilares representa no objetivo maior que é a descarbonização do setor:

  • Utilização de aeronaves tecnologicamente mais avançadas que propiciam menor consumo e emissão de CO² – caso do Boeing 737 MAX, grande destaque na frota da GOL: 15%;
  • Melhorias operacionais contínuas (otimização do espaço aéreo e das operações em solo): 3%;
  • Uso de combustível sustentável, na sigla SAF em inglês (Sustainable Aviation Fuel): 64%;
  • Medidas baseadas no mercado – como exemplo, a compensação voluntária de carbono pelos Clientes: 18%.

O mais importante desafio, hoje, é a construção de um marco regulatório no Brasil que permita a produção de SAF (combustível sustentável de aviação). As políticas públicas serão as impulsionadoras dessa produção, sem gerar distorções mercadológicas, garantindo previsibilidade e estabilidade de mercado para os produtores, assim como uma proteção ao consumidor final de não pagar qualquer preço pelo biocombustível.

A GOL ainda comemorou, no evento, os 10 anos do primeiro voo comercial movido a biocombustível no Brasil, realizado de forma pioneira pela Companhia em 23 de outubro de 2013. A rota: São Paulo-Brasília. Ao todo, a empresa já operou mais de 360 voos com bioquerosene.

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