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O turismo nacional segue em alta e movimentou mais recursos em 2024. Segundo dados do módulo de Turismo da PNAD Contínua, divulgados nesta terça-feira (2) pelo IBGE, os gastos totais em viagens nacionais com pernoite alcançaram R$ 22,8 bilhões no ano passado — um aumento de 11,7% em relação a 2023, quando o montante foi de R$ 20,4 bilhões.

O dado chama atenção porque o número total de viagens se manteve estável em 20,6 milhões em comparação ao ano anterior. Ou seja: os brasileiros estão gastando mais em cada viagem, seja porque os preços aumentaram, seja porque optaram por experiências de maior valor agregado. “Tivemos o mesmo número de viagens e um gasto maior, o que significa que viajar está mais caro ou, então, as pessoas estão fazendo viagens mais caras”, explicou o analista da pesquisa, William Kratochwill.

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Nordeste lidera gasto médio por viagem

Os dados do IBGE mostram diferenças regionais importantes. Como origem, os maiores gastos médios por viagem foram registrados entre viajantes do Centro-Oeste (R$ 2.182), seguidos pelo Sudeste (R$ 2.128) e pelo Sul (R$ 1.787). Já entre os destinos, o destaque foi o Nordeste, onde os visitantes gastaram em média R$ 2.523 — o valor mais alto do país.

Em termos absolutos, as viagens para o Sudeste lideraram em volume de gastos, somando R$ 8,7 bilhões, seguidas pelo Nordeste (R$ 7,4 bilhões) e pelo Sul (R$ 4,1 bilhões).

Viagens continuam concentradas nas classes mais altas

O levantamento também evidencia desigualdades no acesso ao turismo. Apesar de representarem 21% dos lares brasileiros, os domicílios com rendimento mensal inferior a meio salário mínimo per capita responderam por apenas 11,3% das viagens realizadas. Já as famílias com renda de 4 ou mais salários mínimos representaram 17,5% dos domicílios que viajaram, embora sejam apenas 7,4% do total.

Essa disparidade se reflete nos motivos para não viajar: em 2024, 43,7 milhões de domicílios deixaram de realizar viagens, sendo a falta de dinheiro o principal fator, apontado por 24,6 milhões de famílias (39,2%).