Foto: Agência Brasil

Após uma colisão com um pássaro (Bird strike) na tarde desta quinta-feira (20), que obrigou um avião da LATAM a retornar ao Aeroporto do Galeão por danos ao bico da aeronave, o CEO da empresa foi às redes sociais, reclamar do problema. “Posso apostar com vocês que a primeira ação na justiça contra a companhia aérea pedindo indenização por dano moral deste voo vai chegar amanhã mesmo…e assim segue a aviação brasileira…a pergunta é quem paga a conta”, questionou Jerome Cadier em suas redes sociais.

A repercussão do post foi tão grande que o executivo voltou às redes sociais nesta sexta-feira (21) para explicar suas palavras. “Colisão com aves não são raras. Em 2024, na Latam Brasil foram 562 eventos (1.5 eventos por dia), alguns mais graves e outros mais leves. Em todos os casos, analisamos a gravidade e os reparos necessários. No total, as aeronaves envolvidas ficaram mais de 750 horas paradas e impactamos mais de 30 mil passageiros com cancelamentos e atrasos. O meu desabafo é porque muitos destes eventos são evitáveis. Os aeroportos e os municípios são responsáveis pelo manejo da fauna. É um trabalho importante e que protege os pássaros e as aeronaves. Sem investimento consistente e relevante, o custo total é muito maior”, disse ele, em nova postagem.

Ele volta a questionar quem paga este custo. E responde: “Os passageiros! Os reparos nas aeronaves tem um custo que é incorporado no preço da passagem. O mesmo ocorre para o custo da aeronave parada (leasing), o tempo perdido pela tripulação e a alimentação/acomodação definida na resolução 400, não só para os passageiros do voo em questão mas para todos os voos seguintes que esta aeronave iria executar”, completa.

Publicidade

Jerome afirmou ainda ter sido criticado por seu desabafo sobre as ações na Justiça. O executivo também explicou este ponto. “Sempre que alguém julgar que foi prejudicado, tem que reclamar. Se a reclamação não for resolvida a contento, tem a justiça à sua disposição. Que bom que seja assim! Nunca critiquei isto. Meu ponto é que a cia aérea não é responsável pelo manejo de fauna, assim como não é responsável pelo mau clima que impossibilita uma decolagem ou pouso em segurança. Por isto, não deveria ser responsabilizada, muito menos ser condenada a pagar danos morais pelo atraso ou cancelamento decorrente. Mas novamente aí vale a mesma coisa: este custo, quem acaba pagando é o passageiro”.