O Aeroporto Internacional de Brasília passará por um novo processo de concessão em 2026, após aprovação do Tribunal de Contas da União para a repactuação do contrato atual. A medida prevê um leilão simplificado e a inclusão de outros 10 aeroportos regionais no mesmo bloco, ampliando o alcance da concessão.
O acordo foi firmado entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Agência Nacional de Aviação Civil e a concessionária Inframerica, que atualmente administra o terminal brasiliense e terá participação obrigatória no novo leilão.
Novo modelo e ampliação regional
A proposta integra o Programa AmpliAR, iniciativa do governo federal que busca expandir o modelo de concessões para aeroportos de menor porte. Com isso, além de Brasília, o contrato passará a incluir terminais regionais em Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Bahia.
O objetivo é fortalecer a conectividade aérea e incentivar investimentos em regiões com menor oferta de voos, promovendo o desenvolvimento do sistema aeroportuário nacional.
Investimentos previstos
O novo contrato, com validade até 2037, prevê cerca de R$ 1,2 bilhão em investimentos no aeroporto de Brasília. Entre as melhorias estão a construção de um novo terminal internacional, ampliação da infraestrutura de acesso, implantação de edifício garagem e modernização de equipamentos de segurança.
Já os aeroportos regionais devem receber aproximadamente R$ 857,8 milhões para obras de ampliação, manutenção e operação.
Impactos para o turismo e a aviação
A inclusão de aeroportos regionais no modelo de concessão é vista como estratégica para o turismo, especialmente em destinos emergentes. A expectativa é que a modernização da infraestrutura aumente a oferta de voos, reduza gargalos operacionais e facilite o acesso a regiões ainda pouco exploradas.















