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O programa Voa Brasil, iniciativa do Governo Federal para democratizar o acesso ao transporte aéreo, completou um ano com resultados aquém das expectativas. De acordo com balanço divulgado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, apenas 45 mil passagens, o custo máximo de R$ 200 por trecho, foram reservadas por aposentados do INSS, público-alvo da primeira fase da iniciativa. O número representa apenas 1,5% dos 3 milhões de bilhetes disponibilizados pelas companhias aéreas no período.

Voltado para aposentados que não viajaram de avião nos últimos 12 meses, o Voa Brasil tem como proposta utilizar assentos ociosos em voos de baixa temporada para incentivar a inclusão social no setor aéreo. Além disso, não há restrição de renda para participação.

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Ao longo do primeiro ano, os beneficiários movimentaram 87 aeroportos em todos os estados e realizaram viagens em 510 trechos diferentes. A maioria das reservas foi registrada nas regiões Sudeste (43%) e Nordeste (40%). Centro-Oeste (8%), Sul (5%) e Norte (3%) completam o ranking regional.

Entre os destinos mais procurados estão São Paulo (12.771 emissões), Rio de Janeiro (3.673), Recife (3.509), Brasília (3.000), Fortaleza (2.843), Salvador (2.601), João Pessoa (1.587), Maceió (1.507), Belo Horizonte (1.254) e Natal (1.150). Os trechos mais movimentados foram entre a capital paulista e cidades do Nordeste, como Recife, Salvador, Maceió, Fortaleza e João Pessoa.

O levantamento também destaca a variedade das rotas percorridas, que vão desde voos curtos, como a tradicional ponte aérea Rio-São Paulo e Salvador-Porto Seguro, até trechos de longa distância, como Porto Alegre-Recife ou São Paulo-Fernando de Noronha.

Apesar do desempenho modesto, o programa segue ativo e há expectativa de ampliação para incluir estudantes do Prouni, promessa que ainda não foi concretizada.