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O encerramento da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e da Bienal do Livro deixa muitos leitores com a sensação de que a temporada literária acabou. Mas, para quem gosta de unir viagens e literatura, o calendário não termina com os grandes eventos. Em diferentes regiões do Brasil, é possível conhecer cidades, bibliotecas, museus e casas históricas que mantêm viva a relação entre os livros e o turismo durante todo o ano.

Conhecido como turismo literário, esse segmento cresce ao transformar escritores, personagens e cenários em roteiros capazes de aproximar os visitantes da história e da cultura brasileira.

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Paraty (RJ): literatura entre ruas de pedra

Mesmo após a Flip, Paraty continua sendo um dos principais destinos literários do país. Caminhar pelo Centro Histórico é percorrer o cenário onde escritores, editoras e leitores se encontram todos os anos. Além das livrarias independentes espalhadas pelas ruas de pedra, a cidade reúne cafés, galerias e espaços culturais que mantêm uma programação ao longo do ano. O patrimônio histórico reconhecido pela UNESCO também faz parte da experiência de quem visita o destino.

São Paulo (SP): da Bienal às bibliotecas históricas

A capital paulista recebe a Bienal do Livro, mas oferece atrações permanentes para quem aprecia literatura. A Biblioteca Mário de Andrade, uma das maiores da América Latina, preserva um importante acervo e promove exposições e atividades culturais. Outro destaque é a Casa das Rosas, que abriga o Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, além de programação gratuita durante todo o ano.

Rio de Janeiro (RJ): história da literatura brasileira

O Rio guarda importantes capítulos da literatura nacional. A Academia Brasileira de Letras, no Petit Trianon, preserva a memória dos imortais da literatura brasileira. Já o Real Gabinete Português de Leitura impressiona pela arquitetura e pelo acervo de obras em língua portuguesa, sendo considerado uma das bibliotecas mais bonitas do mundo.

Salvador (BA): Jorge Amado em cada esquina

Poucos escritores estão tão ligados a uma cidade quanto Jorge Amado. No Pelourinho, a Fundação Casa de Jorge Amado apresenta manuscritos, fotografias, documentos e objetos pessoais do autor. Caminhar pelo Centro Histórico também permite reconhecer cenários presentes em romances como Dona Flor e Seus Dois Maridos e Capitães da Areia.

Itabira (MG): a cidade de Drummond

Berço de Carlos Drummond de Andrade, Itabira transformou a poesia em parte da paisagem urbana. Esculturas, placas com poemas e o Memorial Carlos Drummond de Andrade fazem parte do roteiro de visitantes interessados na obra do poeta mineiro.

Cordisburgo (MG): o universo de Guimarães Rosa

A pequena cidade mineira é um verdadeiro mergulho na obra de João Guimarães Rosa. A casa onde nasceu o escritor foi transformada em museu e preserva objetos pessoais, manuscritos e documentos. O destino também promove atividades ligadas ao sertão que inspirou clássicos como Grande Sertão: Veredas.

Recife (PE): literatura e poesia

Recife reúne importantes espaços dedicados à literatura nordestina. A cidade abriga a Casa de Manuel Bandeira e centros culturais que preservam a memória de escritores pernambucanos, além de feiras de livros realizadas ao longo do ano.