O dólar norte-americano foi a moeda estrangeira com maior volume de transações realizadas por pessoas físicas no Brasil entre janeiro e dezembro de 2024. A divisa norte-americana, que figurou no topo do ranking mensal produzido pela Travelex Confidence, maior especialista em câmbio do mundo, em nove dos 12 meses do ano, teve um volume de 49,04% do total de operações realizadas durante todo o ano de 2024.
O dólar apresentou um resultado de volume transacionado abaixo do registrado em 2023 e 2022: houve, respectivamente, uma queda de 26,32% e 28,96% em transações envolvendo a divisa norte-americana.
Segundo Jorge Arbex, diretor do Grupo Travelex Confidence, a depreciação do real em relação à moeda americana durante o ano de 2024 influenciou diretamente no volume de transações no período. “Com o dólar mais caro, os turistas costumam buscar alternativas mais econômicas para planejar viagens, priorizando destinos que possuam uma divisa oficial mais parelha ao real”, explica o executivo.
Mesmo com dólar valorizado, em dezembro de 2024, a divisa apresentou um aumento de 28% no volume transacionado no comparativo com novembro do mesmo ano, comportamento que demonstra que a alta temporada segue como um grande impulsionador das transações envolvendo as principais moedas estrangeiras no Brasil, independentemente das apreciações das divisas frente ao real.
Grandes eventos mundiais impactam o comportamento dos brasileiros
Outro fator que influenciou o resultado do ranking anual de 2024 foi a realização do principal evento esportivo do mundo, em Paris, na França, que alavancou as transações envolvendo o euro nos meses de maio e junho — período em que a divisa figurou na primeira colocação do levantamento mensal.
O euro ficou com a segunda colocação no ranking anual elaborado pela Travelex Confidence. A divisa foi responsável por 39,97% do volume total de transações de moedas em 2024, mas também obteve números abaixo no comparativo de 2023 (-17,84%) e 2022 (-30,80%). Essa queda entre períodos tem a mesma explicação do dólar: um real mais fraco frente a uma moeda mais valorizada. “Assim como a apreciação da divisa americana, o valor da moeda europeia fez com que muitas pessoas repensassem os destinos de viagens”, explica Jorge.














