Dia 9 de agosto é considerado o Dia Internacional dos Povos Indígenas. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para homenagear e reconhecer as tradições dos povos indígenas e promover a conscientização sobre a inclusão dos povos originários na sociedade. Para marcar a data, mais de 350 indígenas de dezenas de etnias de todo o Brasil, vão se reunir nos dias 12 e 13 de agosto, no Parque Lage, zona sul do Rio, para a 2ª edição deste ano da tradicional feira dos Povos Indígenas.
No encontro, os grupos vão entoar cânticos e danças tradicionais, fazer contação de histórias, rodas de conversa e debates, mostrar sua cultura viva, vender artesanato indígena e pintura corporal do público, em uma grande feira intercultural indígena em celebração a data. Com entrada franca a adultos, jovens e crianças, a 2ª edição deste ano torna o evento único e uma excelente oportunidade de lazer cultural para o público carioca curtir em família e também para os visitantes do Rio que estarão na cidade.

A Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM), idealizadora e realizadora do evento, conta com o apoio institucional da EAV Escola de Artes Visuais e da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. O “Dia Internacional dos Povos Indígenas 2023” conta com a presença confirmada de 25 povos indígenas de todo o Brasil: Guarani, Pataxó, Puri, Fulni-ô, Tukano, Kaingang, Guajajara, Ashaninka, Tikuna, Tupinambá, Baniwa, Waurá, Kamayurá, Kayapó, Mehinako, Pankararu, Kariri-Xocó, Karajá, Potiguara, Sateré Mawé, Bororo, Kadiwéu, Kambeba, Ananbé, Kichua e Goitacá. Além da grande feira artesanal com barracas de expositores indígenas e dos rituais, cantos e danças tradicionais, o evento conta com outras atrações, como espaço de ervas medicinais, oficinas e rodas de contação de histórias por indígenas associados da AIAM, Associação Indígena Aldeia Maracanã. A associação reúne indígenas de várias etnias que vivem em contexto urbano no Grande Rio e também das oito aldeias Guarani e Pataxó que existem nos municípios de Paraty, Angra dos Reis e Maricá, e neste evento promove a valorização da cultura ancestral dos povos originários, proporcionando ao público uma oportunidade única de encontro e troca de saberes entre indígenas de várias etnias em contato direto com o público do Rio.















