Membros do maior sindicato da Boeing aprovaram um novo contrato na segunda-feira (4). A decisão encerra uma greve que durou semanas e foi uma das paralisações trabalhistas mais financeiramente danosas dos Estados Unidos em décadas.
O contrato foi aprovado por 59% dos votantes, de acordo com o sindicato, a Associação Internacional de Maquinistas e Trabalhadores Aeroespaciais. O sindicato representa cerca de 33 mil trabalhadores, a maioria dos quais fabrica aviões comerciais na área de Seattle. Mais de 26 mil membros votaram sobre o contrato.
O CEO da Boeing, Kelly Ortberg, disse em uma mensagem aos funcionários na sexta-feira que era “hora de todos nós voltarmos a nos unir e focar em reconstruir o negócio e entregar os melhores aviões do mundo”.
Ortberg, que ingressou na empresa em agosto, está tentando restaurar a reputação e os negócios da Boeing após vários contratempos nos últimos anos. No mês passado, ele anunciou planos para cortar cerca de 17 mil empregos, ou 10% da força de trabalho global da Boeing, e fazer outras mudanças.
A Boeing recentemente relatou uma perda de mais de US$ 6,1 bilhões nos três meses que terminaram em setembro. Na semana passada, levantou mais de US$ 21 bilhões vendendo ações para investidores, uma tentativa de fortalecer sua posição financeira e evitar a perda de sua classificação de crédito de grau de investimento.
O novo contrato aumentará os salários em mais de 43% acumulados ao longo dos próximos quatro anos, uma melhoria em relação ao aumento de quase 40% na oferta anterior, que foi rejeitada no final de outubro. O contrato mais recente permite que os trabalhadores escolham quanto desejam receber em dinheiro e quanto desejam depositar em suas contas de aposentadoria.
Fonte: Jornal O Globo















