Foto: Divulgação

O fotógrafo brasileiro Luís Dalvan foi o grande destaque da segunda edição do Altitude Film Fest, vencedor na categoria Documentário com Entre a Terra e o Céu. A produção, descrita como “um poema visual sobre a alma de Portugal, onde o tempo não passa – apenas respira. Entre vielas de pedra e o mar infinito, ecos do passado encontram um futuro que ainda não chegou. O farol guia os que partem e os traz de volta, como quem retorna a uma casa feita de água e céu”, foi a mais votada entre os cinco finalistas e encantou o público com imagens que percorrem o Tejo, na Ribeira das Naus, revelando um olhar sensível sobre a cultura e o tempo no país.

Fabrizio Casaletti, irmão de Fábio Casaletti, roteirista do filme, representou Luís Dalvan na cerimônia e afirmou que o prêmio “é muito importante para o Brasil”.

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A cerimônia de entrega aconteceu ontem, no Centro de Arte Moderna Gulbenkian, em Lisboa, no Dia Mundial do Cinema. As curtas-metragens a concurso estiveram em exibição nos aviões da TAP ao longo do mês de outubro e a votação foi feita pelos passageiros e por um júri internacional composto por Rui Tendinha, Sónia Balacó, Paul Visser, João Antero e Elisabete Mendes.

Cerca de 30 mil passageiros visionaram os dez filmes finalistas, cinco na categoria de Ficção e cinco na categoria de Documentário, e foram também os passageiros que escolheram os vencedores do Altitude Film Fest em 2025:

·       Melhor filme de ficção: Mãe – Diretor: Carla Miranda

·       Melhor Documentário: Entre a Terra e o Céu – Diretor: Luís Dalvan

Na categoria Ficção, o troféu ficou com a portuguesa Carla Miranda, pela obra Mãe, que retrata a realidade de imigrantes portugueses em França. A representante de Carla Miranda – que está atualmente no Brasil – afirmou que a obra foi inspirada na própria família da realizadora, refletindo uma realidade muito presente, que é a dos imigrantes na França.

Após a visualização e análise minuciosa de todas as inscrições, foram apurados, pelo júri do Festival, cinco filmes finalistas para cada categoria. O apuramento dos vencedores teve dois momentos distintos: 40 por cento da pontuação final foi atribuída pela avaliação do júri, composto por especialistas do setor cinematográfico, e 60 por cento foi determinada pela votação dos passageiros que viajam nos aviões da TAP com sistema de entretenimento a bordo.

Mário Cruz, Chief Commercial & Revenue Officer da TAP Air Portugal, abriu o evento que, diz, “mostra a importância do compromisso da Companhia com a Cultura portuguesa. Sabemos que os nossos passageiros se sentem em Portugal assim que entram nos nossos aviões e, com o Altitude Film Fest, queremos transportar ideias, a História e a cultura portuguesa pelo mundo. Sabemos que estes filmes têm todos um foco de portugalidade e acreditamos que celebram o talento português, a cultura portuguesa e a sétima arte em Portugal. Queremos que o Altitude Film Fest acrescente valor à experiência TAP, à Cultura em Portugal e que leve o Cinema português a voar cada vez mais alto.”

Os filmes distinguidos com os Grandes Prêmios Melhor Filme de Ficção e Melhor Documentário foram recompensados com uma bolsa de viagens no valor de 1500 euros. Os troféus entregues aos vencedores, desenhados pelo escultor ZÉVI, consistiram em esculturas upcycling produzidas com peças recicladas de aviões A321 da TAP, conferindo-lhes um valor simbólico único e original. Os dez filmes finalistas vão agora estar em exibição nos sistemas de entretenimento dos aviões de longo curso da TAP até final de setembro do próximo ano.