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O avanço das viagens corporativas no Brasil tem impulsionado a adoção do seguro-viagem corporativo como parte estratégica das políticas de deslocamento das empresas. Com o aumento do volume de viagens a trabalho, o produto deixa de ser apenas um item complementar e passa a ser visto como ferramenta de gestão de risco e previsibilidade de custos.

Dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) mostram que o setor manteve trajetória de crescimento ao longo de 2025. Entre janeiro e novembro, o faturamento do mercado de viagens corporativas alcançou R$ 12,7 bilhões, superando o desempenho do mesmo período de 2024. A projeção é de que o ano feche em R$ 14,3 bilhões, acima dos R$ 13,5 bilhões registrados no ano anterior, estabelecendo um novo recorde para o segmento.

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Com a intensificação dos deslocamentos profissionais, as empresas passaram a reforçar mecanismos de proteção aos colaboradores. Segundo Alessandra Monteiro, diretora técnica da Bancorbrás, o seguro-viagem corporativo ganhou relevância ao oferecer coberturas que vão desde assistência médica e hospitalar até suporte em casos de atraso ou cancelamento de voos, extravio de bagagem e despesas emergenciais.

“Em situações mais complexas, como emergências médicas ou acidentes, a apólice pode incluir o custeio de hospedagem para acompanhantes, reduzindo impactos logísticos e financeiros durante a viagem”, explica a executiva.

De acordo com Monteiro, a busca por padronização de processos e controle orçamentário tem sido determinante para a ampliação do uso do seguro, especialmente em empresas com operações distribuídas no Brasil e no exterior. “Com a expansão contínua das viagens corporativas, o seguro-viagem tende a se consolidar como um item permanente nas políticas de mobilidade empresarial”, conclui.