O SAHIC Hotel & Tourism Investment Forum – Latin America and The Caribbean, principal evento de investimentos do setor hoteleiro na América Latina, retorna ao Brasil após 15 anos. Em sua 19ª edição, que acontece nos dias 24 e 25 de março no Fairmont Rio de Janeiro Copacabana, o encontro reúne os maiores executivos do setor para discutir tendências, desafios e novas oportunidades de crescimento na região.
Com participantes de mais de 15 países, o evento promove painéis, mesas-redondas e rodadas estratégicas de networking, colocando em pauta temas como expansão de marcas, rentabilidade, sustentabilidade e inovação. Ao todo, mais de 70 especialistas compartilham suas perspectivas sobre o futuro da hotelaria no continente.
A abertura do evento foi marcada por uma coletiva de imprensa com grandes líderes do setor, como Bojan Kumer, vice-presidente de Desenvolvimento da Marriott; Abel Castro, vice-presidente sênior de Desenvolvimento da Accor; Maria Carolina Pinheiro, vice-presidente de Desenvolvimento da Wyndham Hotels & Resorts; Cristiano Gonçalves, vice-presidente regional de Desenvolvimento da Hyatt Hotels; Richard Rehwaldt, diretor de Desenvolvimento da BWH Hotels; e Andres Fajardo, presidente da GHL Hoteles.
Abel Castro destacou a mudança na estratégia da Accor ao longo dos anos. “Hoje temos um portfólio de 330 hotéis somente no Brasil e 66 no pipeline da região. Nossa estratégia continuará sendo franquia, 90% será nesse modelo, ano passado assinou 28 contratos na região. Melhorar o balanço no Brasil com os demais países do continente. Crescer em hotéis de prazer, como o ibis Maragogi, os hotéis em Gramado que vão abrir em breve. E o Resindences também estão no escopo, como o Faema em São Paulo. Premium mdiscale deve crescer bem. Marcas como a Tribe também deve crescer bastante.”
Já Maria Carolina Pinheiro, da Wyndham Hotels & Resorts, destacou a força da América Latina como um mercado estratégico. “Assinamos 45 contratos ano passado, com mais de 9 mil quartos, sendo Brasil e República Dominicana os que mais receberam empreendimentos. No brasil fazemos negócio em português, além da boa infraestrutura. A Wyndham possui 25 marcas, sendo 18 na América latina e Caribe nos segmentos econômico e midscale. No Brasil temos mais de 20 contratos assinados de multipropriedade e quando o administrador necessita, fazemos a administração e gestão”, revelou Maria Carolina.
Cristiano Gonçalves, da Hyatt, lembrou que a marca completa 20 anos de atuação no Brasil e reforçou o compromisso da rede com o mercado nacional. “Hoje temos quatro hotéis no Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Macaé e São José do Rio Preto), todos com investimentos próprios. Trabalhamos com contrato locais, l que é o mínimo necessário para fazer negócios. Estamos prontos pra trabalhar no Brasil com a marca Hyatt selection que é conversão de hotéis econômicos e midscale com critérios bem definidos. Agora estamos prontos para fazer o lançamento dessa marca. Mas para isso, precisamos nos organizar de maneira mais organizada, pois somos grandes no mundo com 1450 hotéis em operação. Temos critério de desenvolvimento muito específico, colocar o hotel no lugar correto, com o parceiro e marca correta. Entre nossas prioridades está o lançamento de hotéis soft branding entrando em contrato de franquia, dando a proteção para todo o contrato”, revelou Cristiano.
Richard Rehwaldt, da BWH Hotels, enfatizou a importância da diversificação de marcas para atrair investidores na América Latina. “Ano passado assinamos seis contratos para a marca wordhotels e temos perspectivas grandes de crescimento, pois nesse ano já tem dois contratos assinados. A worhotels, que é marca de luxo, teve quatro contratos assinados ano passado e teve a sorte de assinar o primeiro contrato em Costa Rica. Brasil e México são nossas prioridades para crescer e para isso, temos uma boa infraestrutura montada para se consolidar”, disse Richard.
Andres Fajardo, presidente da GHL Hoteles, destacou a importância da personalização na experiência hoteleira para o sucesso dos investimentos na América Latina. “Temos mais de 7600 UHs e com apetite de crescer em escala para poder ser ainda mais competitivo. Para isso, oferecemos uma série de benefícios aos proprietários, experiências as pessoas e uma performance boa aos investidores. Em relação ao resfriamento o objetivo é duplicar o tamanho nos próximos quatro anos e o México no momento é a prioridade”, revelou Farjado.
Arturo Rosa, Presidente e Fundador do SAHIC Group, deu início ao evento destacando que, após 15 anos, o SAHIC retorna ao Brasil, que tem uma indústria hoteleira com baixo crescimento. O evento contou com a presença de representantes de entidades e autoridades públicas, como Carlos Henrique Menezes Sobral, Secretário de Infraestrutura, Crédito e Investimentos do Ministério do Turismo; Gustavo Tutuca, Secretário de Turismo do Rio de Janeiro; e Eduardo Paes, Prefeito do Rio de Janeiro.















