O incêndio no Museu Nacional completou cinco anos neste sábado (2) e, com o objetivo de mostrar à população o trabalho que tem sido feito nesse período, a direção da instituição preparou uma festival para apresentar as pesquisas atuais e peças históricas preservadas. Na Quinta da Boa Vista, em frente ao museu, diversas atividades foram oferecidas ao público ao longo deste domingo (3). Em conversa com o Jornal O DIA, o diretor Alexander Kellner falou sobre o evento e a expectativa para reabertura do Museu Nacional, em abril de 2026.
“Nosso objetivo é mostrar à população que o museu está vivo, além das pesquisas que estamos fazendo desde o incêndio, sem interrupção. Em ocasiões como essa, podemos apresentar ao público o que é o Museu Nacional, para que a gente serve e o que a gente faz entre nossos campos e escritórios”, disse sobre o festival Museu Nacional Vive.
Alexander também confirmou o cronograma para a reabertura do Museu Nacional. A previsão é de que a maior parte da instituição seja reaberta até abril de 2026, com 3 mil metros quadrados de área expositiva e educativa, além de toda a área histórica. A conclusão total das obras deve acontecer em 2028. Antes dessas datas, o diretor pretende atrair o público com visitação em pequenos setores.
“No dia 6 de junho de 2024, queremos abrir um pedacinho do museu já para visitação. Mas não é a abertura do museu, não confundam. É um cantinho onde as pessoas vão poder entrar e ver o carinho que estamos tendo com a restauração do prédio, ver a escada monumental montada com uma grande baleia, se tudo der certo”, contou.
Kellner afirmou que a reconstrução do Museu Nacional tem recebido apoio do atual Governo Federal, o que não teria acontecido na gestão anterior. Neste ano, o ministro da Educação, Camilo Santana, visitou o museu em duas oportunidades. A direção, agora, tenta agendar uma terceira visita para que ele se inteire dos projetos e das necessidades para a reabertura.
“Nós sofremos muito durante o governo passado, tentamos contato com a Secretaria de Turismo – na época, o ministério havia sido rebaixado a uma secretaria – e simplesmente não fomos atendidos e nem ouvidos. Estamos cheios de esperança por causa da mudança de atitude do governo perante à instituição do Museu Nacional”, afirmou.
Enquanto a reabertura não acontece, o festival Museu Nacional Vive tratou de chamar o público para conhecer ou rever peças históricas preservadas pela instituição. Além das tendas científicas, o evento contou com apresentações musicais e brincadeiras voltadas ao público infantil.
Com informações do Jornal O Dia














