O ministro Silvio Costa Filho, dos Portos e Aeroportos disse que o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, será uma prioridade da sua administração. A afirmação foi feita pelo Ministro em entrevista concedida à jornalista Miriam Leitão, transmitida nesta quarta-feira (20) pela Globonews.
Costa Filho afirmou que a pasta trabalha com as companhias aéreas Gol, Latam e Azul e a prefeitura do Rio de Janeiro para construir uma proposta “que não seja temporária” para o aeroporto, e confirmou que a ideia é direcionar mais voos para o Galeão, desafogando o Santos Dumont.
“Já me reuni com as companhias aéreas Gol, Latam e Azul, e estão construindo uma proposta. Estou indo conversar com o prefeito Eduardo Paes. Já está marcado, vamos ao Rio de Janeiro para que, junto com a prefeitura e as companhias, o ministério construa uma proposta que não seja temporária para os próximos cinco a dez anos”, declarou ele à jornalista.
Na avaliação de Costa Filho, o aeroporto é “fundamental” para o Brasil.
“Ninguém pode contar a história do Rio sem falar em Vinícius de Moraes, Tom Jobim e no Galeão. Então será uma prioridade nossa essa orientação do presidente Lula”, completou.
Ainda de acordo com o ministro, o crescimento previsto para a aviação nos próximos anos deverá ser levado em conta nessa proposta.
Questionado pela jornalista pelo aumento de voos no Galeão e redução da operação no Santos Dumont, ele foi categórico. “É isso que a gente está construindo. Mas teremos um crescimento na aviação de 10%, 15%, 20%. Com o crescimento da economia, as pessoas estão começando a comprar mais viagens, e já há sinalização de que em 2024 a aviação nacional vai crescer”.
Sobre os preços elevados das passagens aéreas, Costa Filho afirmou que o tema está em debate com um grupo de trabalho formado pelo Ministério das Minas e Energia e Ministério do Turismo.
“O que a gente está vendo é que no mundo o querosene de aviação custa em torno de 20% da operação de voos, e no Brasil custa cerca de 40%, ou seja, é entre 18% a 20% a mais. Nós conversamos com o ministro Rui Costa na Casa Civil, com o Ministério de Minas e Energia, e estamos discutindo se é possível ou não baixar esse preço. Paralelamente as companhias aéreas se comprometem de que, se tiver sinalização de desoneração, vão baixar”, explicou;
Para o ministro, o “prudente” seria fazer um teste de seis meses. “Se o governo der incentivos e as companhias aéreas baixarem o custo da passagem em seis meses, a gente mantém. Se de fato a gente faz um gesto e as companhias permanecerem com os custos elevados, a gente acaba com esses incentivos. Então a gente quer tratar esse assunto de maneira limpa e transparente. Essa é a posição do governo e que a gente está construindo internamente”, finalizou.
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