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A demanda global por transporte aéreo de passageiros recuou 2,2% em maio, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados divulgados pela Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA). A retração, porém, foi fortemente influenciada pelos impactos da guerra no Oriente Médio sobre as companhias da região.

Enquanto as empresas do Oriente Médio registraram queda de 28,8% na demanda internacional, outros mercados mantiveram trajetória de crescimento. O destaque ficou para a América Latina, cujas companhias aéreas apresentaram expansão de 10,5%, um dos melhores desempenhos do mundo.

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Ocupação dos voos segue em nível recorde

Apesar da redução na demanda global, as aeronaves continuaram voando cheias. O fator médio de ocupação atingiu 83,5%, o maior já registrado para um mês de maio.

Segundo a IATA, o resultado demonstra a resiliência do setor, mesmo diante do aumento dos custos operacionais e das incertezas provocadas pelos conflitos geopolíticos.

América Latina segue em ritmo de expansão

Na avaliação da entidade, o mercado latino-americano continua apresentando forte recuperação, impulsionado pela expansão das rotas internacionais e pelo aumento da procura por viagens na região.

Além do crescimento de 10,5% na demanda, as companhias latino-americanas ampliaram sua capacidade em 9%, mantendo fator de ocupação de 85%.

Combustível ainda preocupa

Para o diretor-geral da IATA, Willie Walsh, os efeitos da guerra continuam pressionando os custos das companhias aéreas, especialmente em razão das incertezas sobre o abastecimento de petróleo.

Segundo ele, embora a recente queda nas cotações internacionais do petróleo seja positiva, ainda deve levar algum tempo para que esse movimento se reflita nos custos do combustível de aviação e, consequentemente, nas tarifas pagas pelos passageiros.

O que isso significa para o viajante?

Apesar do cenário internacional ainda marcado por conflitos e custos elevados, os indicadores mostram que a demanda por viagens continua consistente em grande parte do mundo.

Na América Latina, o crescimento do tráfego aéreo reforça a tendência de ampliação da oferta de voos e da conectividade regional, beneficiando tanto o turismo quanto as viagens de negócios.