O Aeroporto Internacional de Maceió - Foto: Divulgação

O presidente Lula (PT) decidiu encerrar a operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em portos e aeroportos do Rio de Janeiro e de São Paulo. Dessa forma, os militares da Marinha e Aeronáutica deixaram nesta terça-feira (4) as funções desempenhadas nos últimos sete meses, e a Polícia Federal e a Receita Federal retomaram o comando das ações de segurança pública e alfandegárias.

As Forças Armadas atuavam desde o início de novembro de 2023 nos portos do Rio de Janeiro, Itaguaí (RJ) e Santos (SP) e nos aeroportos de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ). O objetivo era aumentar a segurança nessas regiões para combater a logística de facções criminosas para o envio e recebimento de drogas.

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Os resultados foram comemorados pelo governo. Segundo o último balanço do Ministério da Justiça, cerca de 280 toneladas de drogas foram apreendidas e 3,8 mil pessoas foram presas.

O aumento no efetivo de forças de seguranças em portos e aeroportos também permitiu a vistoria de quase 270 mil cargas e inspeção de 556 mil bagagens nos últimos sete meses.

O Ministério da Justiça afirmou, em nota, que seguirá em apoio à atuação integrada das forças de segurança nos estados em ações contra o crime organizado. “O conhecimento gerado e as ações de inteligência desenvolvidas e aprimoradas representam um legado à gestão da segurança pública no país e, em especial, aos cidadãos brasileiros”, completou.

A decretação da GLO aconteceu em outubro do ano passado, ainda com Flávio Dino à frente do Ministério da Justiça.

O plano inicial previa que a GLO teria duração até o início de maio. A prorrogação por mais um mês ocorreu por decisão de Lula, sob o argumento de que seria preciso fazer uma transição e finalizar um plano de segurança para portos e aeroportos.

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