Os Estados Unidos registraram queda no número de turistas internacionais em 2025, na contramão da retomada e do crescimento do turismo global. Dados divulgados por análises do setor indicam retração de cerca de 6% nas chegadas de visitantes estrangeiros, enquanto outros mercados avançaram no mesmo período.
O desempenho negativo ocorre em um contexto de crescimento das viagens internacionais em nível mundial, impulsionadas pela normalização das rotas aéreas, maior oferta de voos e retomada do consumo de experiências. Segundo estimativas de organismos internacionais como a Organização Mundial do Turismo (OMT), o fluxo global de turistas manteve trajetória de alta em 2025, com destaque para destinos da Europa, Ásia e Oriente Médio.
Entre os fatores que explicam a perda de competitividade dos Estados Unidos estão o custo elevado das viagens, a valorização do dólar, gargalos no processo de emissão de vistos, além da maior atratividade de destinos concorrentes, como Japão, França, Espanha e países do Sudeste Asiático, que investiram fortemente em conectividade aérea, facilitação de entrada e promoção internacional.
Apesar da queda no volume de visitantes, os gastos médios por turista nos EUA permaneceram elevados, sustentando parte da receita do setor. Ainda assim, especialistas apontam que a redução no fluxo pode impactar a cadeia turística, especialmente destinos urbanos, parques temáticos e hubs tradicionais como Nova York, Los Angeles e Miami.















