A quantidade de vistos americanos concedidos a brasileiros registrou uma queda de 10,4% de agosto para setembro, totalizando 99.353 autorizações. Apesar da queda, já foram liberados mais de 902 mil vistos nos primeiros nove meses do ano – um volume 3% superior ao do mesmo período em 2023.
Os dados fazem parte de um levantamento da consultoria Viva América, que monitora a distribuição de vistos ao redor do mundo a partir de relatórios do Departamento de Estado americano. Entre os cinco postos diplomáticos dos EUA no Brasil, o consulado de São Paulo se destacou em setembro de 2024, com 50.861 vistos aprovados para brasileiros, seguido pelo do Rio de Janeiro (17.611) e da embaixada em Brasília (11.471).
“Setembro é o último mês do ano fiscal americano, o que pode levar os consulados a ajustarem o ritmo de processamento de vistos para se prepararem para o novo período fiscal, uma vez que alguns vistos possuem uma quantidade máxima estipulada em lei. É um movimento que observamos historicamente”, comenta Rodrigo Costa, CEO da Viva América.
De acordo com o especialista, que vive nos EUA há dez anos, apesar da queda em setembro, a expectativa é de que o ano se encerre com um novo recorde de vistos para brasileiros, ultrapassando a máxima de 1,15 milhão registrada em 2023.
Vistos de turismo lideram a lista
O visto B1/B2, popularmente conhecido como visto de turismo e negócios, foi o mais emitido para brasileiros em setembro, somando 95.257 – uma queda de 9,8% em relação a agosto. “Os viajantes nacionais continuam com um apetite forte pelos destinos americanos”, comenta Costa.
Na lista, segue-se o J-1 (905), de intercâmbio; o C-1/D (344), para tripulantes de aviões e embarcações; e o A-2 (342), para diplomatas e representantes do Estado brasileiro. A emissão do visto A-2, segundo o levantamento da Viva América, cresceu 37,9% em relação a agosto, provavelmente em razão das comitivas brasileiras que precisaram da autorização para a Assembleia Geral da ONU.















