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A demanda global por transporte aéreo de passageiros manteve trajetória de alta em novembro de 2025, com crescimento de 5,7% na comparação com o mesmo mês de 2024. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9), em Genebra, pela Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA).

Segundo a entidade, a capacidade total avançou 5,4% no período, enquanto a taxa média de ocupação atingiu 83,7%, alta de 0,3 ponto percentual em relação a novembro de 2024 — o maior índice já registrado para um mês de novembro.

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No mercado internacional, a demanda cresceu 7,7% em base anual, com aumento de 7,1% na oferta de assentos. O fator de ocupação chegou a 84%, também recorde histórico para o mês. Já o segmento doméstico apresentou avanço mais moderado, de 2,7%, com capacidade na mesma proporção e taxa de ocupação estável em 83,2%.

Para o diretor-geral da IATA, Willie Walsh, o desempenho reflete a continuidade de uma demanda robusta por viagens aéreas. “As taxas de ocupação atingiram um novo recorde em novembro, enquanto as companhias aéreas seguem atendendo à crescente demanda em meio às persistentes restrições de capacidade causadas pelos desafios na cadeia de suprimentos aeroespacial”, afirmou. Walsh destacou ainda que o backlog global de mais de 17 mil pedidos de aeronaves, acumulado em 2025, precisa ser reduzido ao longo de 2026.

Desempenho regional no mercado internacional

Entre as regiões, as companhias da África foram o principal destaque, com crescimento de 11,2% na demanda e avanço de 8,5% na capacidade. A taxa de ocupação subiu 1,8 ponto percentual, para 74,3%.

Na Ásia-Pacífico, a demanda avançou 9,3%, com fator de ocupação de 85,8%. Tensões geopolíticas, porém, desaceleraram o tráfego entre China e Japão, que passou a crescer em ritmo de um dígito pela primeira vez em 2025.

O Oriente Médio registrou alta de 9,6% na demanda, enquanto a Europa cresceu 6,8%, ambas com expansão de capacidade semelhante e taxas de ocupação acima de 81%. A América Latina apresentou aumento de 4,4% na demanda, com leve recuo de 0,2 ponto percentual no fator de ocupação, para 83,9%.

Na América do Norte, o crescimento foi mais contido, de 4%, com queda de 0,1 ponto percentual na taxa de ocupação, que ficou em 81%. A região acumula dez meses consecutivos de retração anual nesse indicador.

Mercados domésticos

Nos mercados domésticos, o crescimento global foi de 2,7%, com destaque para Brasil e Índia, que lideraram a expansão. Já os Estados Unidos foram o único grande mercado a registrar queda na demanda, possivelmente influenciada pela paralisação do governo no período.

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