A final da Libertadores acontece neste sábado, 29 de novembro, em Lima - Foto: Divulgação/Conmebol

A cidade do Rio de Janeiro já está em clima de decisão. Mesmo com o jogo acontecendo em Lima, no Peru, a final entre Flamengo e Palmeiras, neste sábado (29), promete movimentar intensamente bares, restaurantes, festas e eventos pela capital fluminense — e esse impacto não é pequeno. Segundo a Prefeitura do Rio, por meio da Riotur e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), a partida pode gerar R$ 24,8 milhões na economia carioca em apenas um dia.

O cálculo considera os gastos dos torcedores que vão acompanhar a final na cidade, com expectativa de reunir 152,5 mil pessoas em diferentes pontos de encontro. Entram nessa conta não só os cariocas, mas também flamenguistas que vivem fora e retornam ao Rio para assistir ao jogo em clima de festa. As estimativas seguem metodologias do estudo Economia do Futebol Carioca, disponível no Observatório Econômico do Rio.

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“O futebol movimenta a economia, gera oportunidades e aquece o turismo e o comércio”, afirma Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico. “Como rubro-negro, fico duplamente feliz: pela chance do título e pelo impacto positivo na cidade.”

A avaliação é compartilhada por Bernardo Fellows, presidente da Riotur. “A cidade responde de forma muito positiva a momentos como a final da Libertadores. O aumento de público em bares, restaurantes e eventos gera impacto direto para todo o setor de serviços”, explica. “Nosso trabalho é criar um ambiente favorável para que essa movimentação gere resultados para quem empreende e para quem vive o Rio.”

Embora o Maracanã não receba a partida, o estádio será palco de uma super celebração: a FlaFest, com 14 telões e previsão de receber uma multidão de rubro-negros. Próximo dali, no Estácio, a tradicional Urubuzada realiza sua própria festa, com expectativa de mil pessoas e ingressos esgotados.

De acordo com o presidente da torcida organizada, Igor Simeão, o evento mobiliza uma cadeia de profissionais. “Teremos mais de 40 pessoas trabalhando diretamente — garçons, barmen, caixas, seguranças, músicos — além de equipes de montagem, som, estrutura e fornecedores diversos. É uma grande oportunidade para todos”, destaca.