Foto: divulgação

As férias escolares de julho vêm consolidando um movimento que vai além das viagens tradicionais. Cada vez mais, famílias têm escolhido experiências gastronômicas como parte do roteiro, transformando refeições em momentos de convivência, aprendizado e entretenimento. Restaurantes temáticos, festivais, oficinas culinárias, visitas a produtores locais e menus interativos ganham espaço entre as atividades buscadas durante o período.

A tendência acompanha uma mudança no comportamento dos viajantes, que passaram a valorizar experiências capazes de criar memórias compartilhadas. Em vez de apenas conhecer um destino, muitas famílias procuram vivenciar sua cultura por meio da culinária, seja experimentando pratos típicos, participando de aulas de gastronomia ou visitando mercados e produtores regionais.

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Além de fortalecer o turismo, esse movimento beneficia restaurantes, hotéis, parques temáticos e produtores locais, que ampliam a oferta de atividades voltadas ao público familiar durante as férias.

Para 2026, especialistas do setor apontam que a gastronomia continuará ocupando papel central na escolha dos destinos e das atrações. Confira cinco tendências que devem ganhar ainda mais força.

1. Experiências gastronômicas interativas

Mais do que consumir uma refeição, os visitantes querem participar da preparação dos pratos. Oficinas culinárias, aulas de confeitaria, harmonizações guiadas e cozinhas abertas, onde o público acompanha o trabalho dos chefs, devem continuar em alta.

A proposta é transformar a gastronomia em uma atividade para toda a família, envolvendo adultos e crianças em experiências participativas.

2. Turismo de origem e valorização dos produtores

Visitas a fazendas, vinícolas, cacauiculturas, queijarias, cafeterias e produtores artesanais seguem em expansão. O consumidor demonstra interesse crescente em conhecer a origem dos alimentos, entender os processos de produção e consumir produtos locais diretamente de quem os produz.

Essa aproximação fortalece o turismo rural e cria novas oportunidades para pequenos empreendedores.

3. Menus pensados para diferentes gerações

Os estabelecimentos investem cada vez mais em experiências capazes de agradar crianças, jovens, adultos e idosos ao mesmo tempo. Cardápios infantis mais elaborados, pratos compartilháveis, espaços de recreação e atividades paralelas tornam os restaurantes mais atrativos para famílias.

A gastronomia deixa de ser apenas um momento da viagem e passa a integrar a programação de lazer.

4. Sabores regionais ganham protagonismo

A busca por autenticidade deve impulsionar ainda mais a valorização das cozinhas regionais brasileiras. Ingredientes típicos, receitas tradicionais e produtos com identidade territorial passam a ser diferenciais competitivos para destinos turísticos.

Em vez de padronização, cresce o interesse por experiências que representem a cultura e a história de cada região.

5. Gastronomia como principal motivação da viagem

Se antes a boa comida era um complemento do roteiro, em 2026 ela tende a ocupar posição de destaque na decisão de viagem. Festivais gastronômicos, semanas temáticas, eventos culinários e restaurantes reconhecidos passam a ser fatores determinantes na escolha do destino.

Esse comportamento amplia o calendário turístico de diversas cidades e fortalece eventos que unem cultura, gastronomia e entretenimento, especialmente durante períodos de alta demanda, como as férias de julho.

Com consumidores em busca de experiências mais autênticas e memoráveis, a gastronomia deixa de ser apenas um serviço oferecido pelos destinos turísticos para se consolidar como um dos principais motores do turismo de experiência. A expectativa do setor é que, ao longo de 2026, iniciativas que integrem cultura, entretenimento e culinária continuem atraindo famílias em busca de momentos compartilhados durante as viagens.