Nos cinco primeiros meses deste ano, o Brasil recebeu 3,8 milhões de turistas estrangeiros. Os números representam uma alta de 8,6%, em relação ao mesmo período do ano passado, sendo o maior contingente para o período desde 2018. Esses visitantes geraram US$ 3,2 bilhões em receitas, um recorde na série histórica da Embratur iniciada em 2013. Os dados constam do levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), a partir dos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira (12), informações da Embratur e Iatur.
“Embora o fluxo de turistas ainda não represente um recorde no número de visitantes, o movimento de receitas foi o maior desde o início dos levantamentos realizados pela Embratur em 2013. Nos cinco primeiros meses deste ano, o volume de receitas internacionais com turistas (US$ 3,21 bilhões) cresceu 17,8% diante do mesmo período do ano passado (US$ 2,72 bilhões). “Em média, a cada viagem, o turista estrangeiro deixa no Brasil US$ 1,070”, destaca Bentes.
De acordo com o levantamento, a via de acesso predominante no período foi a aérea, com 60,3% das chegadas. Em termos relativos, destacaram-se os avanços nas entradas de turistas oriundos do Paraguai (alta de 36%), França (aumento de 25%) e Portugal (crescimento de 23%).
Preço das passagens freia turismo interno
Apesar da retração em maio, o volume de serviços turísticos tem se mostrado consistente, com alta de 4% nos últimos 12 meses encerrados em maio e distanciando-se positivamente 4,6% em relação a fevereiro de 2020. Após dois meses consecutivos de avanços, o Índice das Atividades Turísticas (Iatur) acusou retração de 0,2% ante abril deste ano.
“O reajuste no preço das passagens aéreas, que encerrou o ano passado com alta de 47%, desacelerou. Ainda assim, o aumento de 20%, no acumulado do ano até maio, é um obstáculo à retomada do turismo interno”, avalia Fabio Bentes.














