Jerome Cadier - Foto: Divulgação

Mesmo com a recente queda nas cotações internacionais do petróleo, os passageiros que esperam uma redução no preço das passagens aéreas ainda precisarão ter paciência. Segundo o CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, os efeitos sobre as tarifas devem levar entre seis e 12 meses para chegar ao consumidor.

A avaliação foi feita durante entrevista concedida ao UOL em um encontro com empresários promovido pelo grupo Mercado & Opinião.

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De acordo com Cadier, embora o barril de petróleo tenha registrado queda nos últimos dias, o cenário ainda não é suficiente para reduzir os custos das companhias aéreas. Isso porque o querosene de aviação (QAV) continua com preços elevados, influenciado por fatores como a capacidade de refino e os impactos provocados pelo conflito no Oriente Médio.

Queda no combustível demora a chegar às companhias

Segundo o executivo, existe um intervalo entre a redução do preço do petróleo e o impacto efetivo no combustível utilizado pelas aeronaves. Por isso, mesmo que o mercado internacional apresente sinais de estabilidade, as empresas ainda convivem com custos elevados.

Na entrevista ao UOL, Cadier explicou que a expectativa é de que uma eventual redução nas tarifas ocorra apenas entre seis e doze meses, ressaltando que dificilmente os preços voltarão aos níveis observados antes das recentes crises geopolíticas que afetaram o mercado de energia.

Renda do brasileiro também influencia o mercado

Outro ponto destacado pelo presidente da Latam Brasil é que o crescimento do transporte aéreo no país depende não apenas do preço das passagens, mas também do aumento da renda da população.

Segundo ele, atualmente cerca de 20 milhões de brasileiros utilizam o transporte aéreo, número que poderia dobrar nos próximos anos caso haja melhora no poder de compra da população e planejamento de longo prazo para o setor. Medidas que ampliem a renda disponível das famílias também tendem a favorecer a demanda por viagens.

Setor segue pressionado pelos custos

As declarações reforçam um cenário que já vinha sendo apontado pela indústria da aviação. Mesmo após a redução das tensões no mercado internacional de petróleo, o custo do combustível permanece elevado e continua sendo um dos principais fatores que pressionam as tarifas aéreas.

Em entrevistas recentes, Jerome Cadier também afirmou que os impactos da crise internacional sobre o preço do QAV devem persistir ao longo dos próximos meses, mantendo o desafio das companhias em equilibrar custos operacionais e demanda por viagens.

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