Foto: MTur

O ministro do Turismo, Celso Sabino, declarou nesta quarta-feira (8) que pretende permanecer no governo federal, mesmo com pressões internas de seu partido, o União Brasil, que havia exigido que filiados ocupantes de cargos públicos deixassem suas posições sob pena de infidelidade partidária.

Sabino afirmou que sua decisão se justifica pelo “bem do turismo”, pelos avanços realizados no setor, pela realização da COP30 e pelo compromisso com o povo do Pará. “Pelo bem do turismo, pelo bem dos serviços que a gente vem fazendo no país, especialmente no Pará, e para garantir a realização da COP30, vou permanecer no governo”, disse o ministro à imprensa.

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A crise teve origem quando o União Brasil determinou que seus filiados que ocupassem cargos no governo deveriam renunciar sob risco de sofrer punições por infidelidade partidária. Sabino recebeu prazo de 24 horas do partido para sair da pasta.

Embora a Executiva Nacional do partido tenha deliberado sobre medidas disciplinares, o relator do processo, o deputado federal Fabio Schiochet (SC), decidiu não pedir uma expulsão sumária de Sabino do partido. Ele, no entanto, foi afastado do partido por 60 dias.

Propostas de mudança, sondagens e futuro político

Celso Sabino disse ainda que foi procurado por outros partidos, mas que pretende manter um canal de diálogo com o União Brasil. Ele não descartou a possibilidade de pleitear uma candidatura ao Senado em 2026, o que poderia levar a uma eventual troca partidária. “Fui procurado por diversos partidos, mas sigo tentando convencer o União Brasil no melhor caminho. Tudo é possível”, afirmou.