O Ministério das Relações Exteriores publicou um decreto que determina a reciprocidade nos vistos para americanos, canadenses e australianos. A informação consta de matéria publicada na coluna Capital, do Jornal O Globo. A medida, no entanto pode provocar o caos nos aeroportos a partir de 10 janeiro. Tripulantes em serviço desses e outros países estavam isentos de visto desde um decreto de 1995, alinhado com as convenções internacionais de facilitação do transporte aéreo.
A exigência para os tripulantes em serviço dos EUA, Canadá e Austrália vem com a revogação, em março, de um decreto de 2019 do ex-presidente Jair Bolsonaro, liberando a entrada sem vistos para turistas destes e de mais alguns outros países. O novo decreto assinado em setembro estabelece uma reciprocidade mais rigorosa, afetando não apenas turistas, mas também tripulantes e outras categorias. Ainda de acordo com o jornal, o setor só tomou conhecimento de que os tripulantes estariam dentro da nova regra na semana passada, em uma reunião com o MRE.
Mais de 60% da oferta de voos diretos entre Brasil e América do Norte é explorada por empresas estrangeiras. No caso do Canadá, 100% dos voos são operados por uma empresa canadense. Mas a medida pode afetar outros destinos internacionais, uma vez que há pilotos americanos voando em diversas companhias no exterior. Além do impacto de passageiros, a medida afeta também a carga aérea.
No início da semana, entidades que representam o setor — como Alta, IATA e Jurcaib — enviaram carta aos ministros da Casa Civil, Portos e Aeroportos, Segurança Pública e Turismo, ao vice-presidente e também ministro do Desenvolvimento Geraldo Alckmin, Anac e Secretaria da Aviação Civil, pedindo a volta das regras estabelecidas no decreto de 1995.
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