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Marcado pela combinação dos feriados da Semana Santa e de Tiradentes, o mês de abril promete intensa movimentação no BH Airport. A expectativa é de que mais de 1,09 milhão de passageiros circulem pelo terminal ao longo do mês, um crescimento de 3,00% em relação ao mesmo período de 2025. Já em comparação com abril de 2024, o aumento é de 25,7%.  Considerando o ano de 2023, o salto é de 30,9%. Entre pousos e decolagens, estão previstas cerca de 9,1 mil operações de aeronaves durante o mês.

Os dois feriados devem atrair mais de 400 mil passageiros. Considerando o período entre 01 e 06 de abril, que compreende a Semana Santa, o BH Airport projeta a movimentação de 213.926 passageiros. O dia-pico será na quinta-feira, 2 de abril, com 40.545 pessoas circulando pelo terminal mineiro. Para o feriado de Tiradentes, são esperados 201.501 viajantes, no período de 17 a 22 de abril. O dia-pico será na sexta-feira, 17, com 39.580 viajantes movimentando o aeroporto. Para atender a demanda do período, as companhias aéreas preparam 177 voos extras. Entre os destinos mais procurados estão Porto Seguro (BA); Parauapebas (PA); Salvador (BA); Maceió (AL); Florianópolis (SC); Campinas (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

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Em abril, sete destinos internacionais são contemplados com voos diretos partindo do BH Airport: Lisboa (Portugal), Orlando (EUA), Cidade do Panamá (Panamá), Santiago (Chile), Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (Uruguai) e Willemstad (Curaçao). No dia 1º, o BH Airport irá inaugurar a rota direta para o Aeroporto Internacional de Campo Grande (MS). Os voos serão operados pela Azul, uma vez por dia, em cada sentido, em aeronaves Embraer 195-E2, com capacidade para transportar até 136 passageiros, e aeronaves Airbus A320, com capacidade para até 174 passageiros. A partida do terminal mineiro será às 8h15, com chegada prevista para as 9h25 na capital sul-mato-grossense. No sentido inverso, o voo decola às 10h05, com previsão de pouso às 13h15 no BH Airport. 

“A ampliação da malha aérea, o fortalecimento das rotas nacionais e internacionais e os investimentos consistentes em infraestrutura e serviços vêm sustentando esse avanço. A expectativa é manter esse ritmo positivo ao longo de 2026, tanto em movimentação quanto em conectividade”, afirma o diretor de Operações do BH Airport, Rodrigo Côrtes, confirmando a tendência estrutural de crescimento. “Estamos preparados para atender esse crescimento com segurança, eficiência e qualidade, oferecendo mais opções de destinos e uma experiência cada vez melhor para os nossos passageiros,” acrescenta.

42 anos de evolução e protagonismo no ecossistema da indústria aeroportuária

O ano era 1984. Um novo ciclo na aviação nacional se inaugurava naquela década, transformando a relação de Minas Gerais com o Brasil e o mundo e abrindo caminhos para fomentar o crescimento econômico do estado, com aportes em infraestrutura e estratégia para aliar eficiência operacional à expansão da conectividade, à experiência do passageiro e ao compromisso com a agenda ESG. Há mais de quatro décadas redesenhando o mapa econômico e social da região do entorno, o BH Airport chegou aos 42 anos no sábado, 28 de março, celebrando a maturidade operacional como vetor de desenvolvimento do estado e o protagonismo na cena produtiva da cadeia turística mineira.

O que mudou do início da década de 80 para meados deste novo milênio? O intervalo entre o primeiro capítulo da histórica evolução do BH Airport e o cenário atual dimensiona essa transformação, e os números acompanham o salto em escala: de acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), 181,2 milhões de passageiros circularam pelo terminal mineiro entre os anos 2000 e 2025, movimentação que se aproxima dos 213,4 milhões de habitantes do Brasil estimados pelo IBGE no ano passado.

Foi neste ano que o BH Airport alcançou o maior movimento da história, quando 13,3 milhões de passageiros circularam pelo terminal mineiro, volume que representa novo patamar de recorde e um crescimento de 7,8% em relação ao ano anterior, quando 12,3 milhões de pessoas passaram pelo BH Airport, e um avanço de 19,2% na comparação com 2019, último ano antes da pandemia. Até então, o recorde havia sido registrado em 2015, com 11,1 milhões de passageiros movimentando o BH Airport. Hoje, cerca de 40 mil pessoas circulam diariamente pelo terminal.

Encurtar distâncias e conectar destinos

Em 1984, partia do aeroporto recém-inaugurado em Confins o primeiro voo internacional sem escalas, operado pela Varig, com destino a Miami. Neste mês de aniversário, 42 anos depois, o BH Airport celebra com os passageiros seis destinos para o exterior, incluindo o novo voo direto para Montevidéu, no Uruguai.  A rota reforça o papel do terminal como hub de conexões na América do Sul e o compromisso com a expansão da malha aérea internacional, que já contempla voos diretos para Lisboa (Portugal), Orlando (EUA), Cidade do Panamá (Panamá), Santiago (Chile) e Buenos Aires (Argentina). Mais do que ampliar rotas, o movimento reposiciona Minas Gerais no mapa global da aviação e dos negócios.

No mercado doméstico, a expansão segue em ritmo consistente. O BH Airport figura como o terceiro aeroporto brasileiro em número de destinos e o segundo em voos nacionais. Com a entrada da rota para Campo Grande, prevista para o próximo 1º de abril, o terminal passa a conectar praticamente todas as capitais do país. Em Minas Gerais, a malha regional avança de forma estruturada, com 13 cidades atendidas, ampliando a integração territorial e fortalecendo o turismo e a economia local.

Engenharia da expansão: investimentos elevam patamar operacional

A ampliação da conectividade foi acompanhada por um ciclo robusto de investimentos. Ao longo dos 11 anos de concessão, mais de R$ 1,3 bilhão foram destinados à modernização da infraestrutura, elevando o BH Airport a um novo patamar operacional. A construção do Terminal de Passageiros 2 ampliou a capacidade anual de 10 para 32 milhões de pessoas. Já a pista de 3.600 metros, a terceira maior do Brasil, permite operar aeronaves de grande porte e promove a ampliação sustentável da malha internacional, fortalecendo o papel estratégico do terminal mineiro como hub logístico e de passageiros.

A modernização do Desembarque 1, com investimento de aproximadamente R$ 15 milhões e área de 2 mil m², trouxe inovação, comodidade, segurança e agilidade no fluxo de circulação. A nova infraestrutura representa um avanço na experiência do passageiro, que passou a contar com mais cinco esteiras de bagagem, novos conjuntos de banheiros, sistemas avançados de monitoramento e melhorias em climatização, acessibilidade e sinalização. A transformação também é tecnológica. O BH Airport incorporou soluções como e-gates para controle migratório em segundos, sistemas automatizados de embarque e operações como pushbacks coordenados, que reduzem tempo de taxiamento, aumentam a pontualidade e diminuem emissões.

Experiência do passageiro é diferencial competitivo

Mais do que ampliar a capacidade e a eficiência operacionais, o BH Airport vem aprimorando a experiência aeroportuária do passageiro, pensando em praticidade e conveniência. O terminal reúne mais de 100 operações comerciais e seis salas VIP, incluindo estruturas reconhecidas internacionalmente. A estratégia de hospitalidade, que vem transformando o aeroporto em destino, avançou no primeiro trimestre deste ano com a inauguração do primeiro hotel indoor no terminal, empreendimento com mais de 40 quartos. Já para estadias curtas em conexões rápidas, no modelo short time, o BH Airport conta com nove dormitórios para descanso de até 12 horas, com funcionamento 24h. Outra opção de hospedagem é o Hotel Linx Confins, instalado no sítio aeroportuário, que alcança uma taxa de ocupação superior a 90% e reforça a demanda por soluções integradas.

“É nesse horizonte que buscamos transformar o tempo de espera em tempo de qualidade, incorporando novos serviços à jornada do passageiro”, ressalta o CEO do BH Airport, Daniel Miranda. “Os 42 anos do aeroporto traduzem uma evolução consistente, marcada pela ampliação da capacidade, pelo fortalecimento da conectividade e pela incorporação da inovação e da sustentabilidade à operação. Ao longo desse período, o aeroporto se consolidou como um equipamento estratégico, conectando Minas Gerais aos principais fluxos econômicos e logísticos, no Brasil e no exterior, e gerando impacto direto na economia, no turismo e na criação de emprego e renda”, acrescenta. “O que estamos construindo projeta um novo ciclo de desenvolvimento, com geração de valor para a sociedade e para o estado de Minas Gerais”, conclui.

Logística integrada e a conexão com fluxos globais

No eixo logístico, o aeroporto consolidou um modelo de hub multimodal com estrutura diferenciada no país. Em 2025, foram movimentadas mais de 12 mil toneladas de cargas, com crescimento de quase 8% em relação ao ano anterior. O complexo conta com 12 mil m² de área alfandegada, 3.131 m² de câmaras frias com controle de temperatura entre -18°C e +22°C, 300 m² dedicados a cargas perigosas e 11 posições para aeronaves cargueiras. É o único recinto alfandegado de Minas Gerais com operação 24 horas. O Hub Logístico Multimodal do BH Airport conecta o estado a mercados estratégicos, com destaque para Estados Unidos, China e Europa, e atende setores de alto valor agregado. Em 2025, o segmento de Ciências da Vida respondeu por 32% dos processos, consolidando-se como o principal em valor.

Da eficiência operacional à neutralidade de carbono: a transição que redefine o modelo aeroportuário

A agenda ambiental acompanha a evolução do terminal mineiro ao longo das mais de quatro décadas, com indicadores alcançados especialmente após a concessão. O BH Airport é o primeiro aeroporto carbono neutro do Brasil, certificado no nível 3+ do programa Airport Carbon Accreditation. Desde 2017, já foram evitadas cerca de 8,6 mil toneladas de CO₂, com redução de 69% das emissões diretas. Projetos como o sistema 400Hz + PCA eliminaram o uso de geradores a diesel nas pontes de embarque, retirando 16 equipamentos de operação e evitando o consumo anual de aproximadamente 202 mil litros de combustível, o que representa a redução de ao menos 563 toneladas de CO₂ por ano.

A estratégia inclui ainda a eletrificação da frota. Com investimento de R$ 5 milhões, o aeroporto incorporou ônibus elétricos para transporte de passageiros, além de veículos operacionais eletrificados e híbridos. A meta é alcançar 100% das operações remotas com veículos elétricos até 2030 e neutralidade total até 2044. Na gestão hídrica, os resultados seguem a mesma trajetória de eficiência. Desde 2022, mais de 56,4 milhões de litros de água foram reaproveitados. Apenas entre 2025 e o início de 2026, foram mais de 20 milhões de litros, volume equivalente a cerca de oito piscinas olímpicas. O crescimento do reúso supera sete vezes no período, impulsionado por sistemas de tratamento que permitem o reaproveitamento de águas pluviais e efluentes.

Além da pista: impactos sociais remodelam futuro da comunidade

O impacto do BH Airport se estende para além da infraestrutura aeroportuária. Localizado entre Confins e Lagoa Santa, o terminal mineiro exerce influência direta sobre 14 municípios e atua como vetor de desenvolvimento regional. A operação movimenta cadeias produtivas, gera empregos e impulsiona o turismo. Em 2025, mais de 3,7 mil pessoas foram beneficiadas por iniciativas sociais voltadas à educação, inclusão e empregabilidade. “Para muito além dos números, somos agentes de transformação das comunidades no entorno e contribuímos para a qualificação profissional, a inclusão e a geração de oportunidades, orientados pelos princípios ESG, que integram eficiência operacional, redução de impactos ambientais e desenvolvimento social”, sublinha Daniel Miranda.