Foto: Acervo

Uma eventual alteração na política de restrições de voos do Aeroporto Santos Dumont, implementada em outubro de 2023 com o objetivo de equilibrar a relação operacional com o Aeroporto Internacional do Galeão, pode trazer impactos negativos significativos para o turismo do Rio de Janeiro e de todo o país. O alerta é do presidente do HotéisRIO, Alfredo Lopes, que avalia que o atual modelo trouxe ganhos expressivos e mensuráveis para o setor.

Segundo Lopes, os resultados obtidos desde a adoção das restrições demonstram a importância da retomada do Galeão como principal porta de entrada internacional do estado. Um dos principais indicadores é o recorde de 2 milhões de turistas internacionais que visitaram o Rio de Janeiro em 2025, número diretamente associado ao fortalecimento da malha aérea no aeroporto internacional.

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“O cenário atual gerou um crescimento de 22,5% nas rotas internacionais e, consequentemente, de 23,6% nas rotas domésticas. Isso ocorre porque o turista estrangeiro que chega ao Galeão consegue se conectar com outros destinos brasileiros, ampliando sua permanência e o impacto econômico da viagem”, destaca o presidente do HotéisRIO.

O reflexo desse movimento também foi sentido na hotelaria. De acordo com Lopes, no Réveillon mais recente, a ocupação hoteleira chegou a 98,3%, e a expectativa do setor é repetir esse desempenho na virada para 2026. Para ele, no entanto, a consolidação desses resultados depende da manutenção da política que favorece o crescimento sustentável do Galeão.

“O que precisamos é que o Galeão continue crescendo, e não que seja prejudicado. Qualquer mudança que enfraqueça esse processo pode comprometer não apenas o turismo do Estado do Rio, mas o turismo nacional como um todo”, afirma.

Além do impacto sobre o turismo de lazer, Alfredo Lopes chama atenção para a relevância do Galeão como hub aéreo, fundamental para a conectividade internacional e doméstica, e também para o segmento de cargas, que se beneficia do aumento de frequências e rotas hoje concentradas no aeroporto.

Na avaliação do HotéisRIO, uma revisão precipitada das restrições do Santos Dumont pode reduzir a oferta de voos internacionais, limitar as opções para turistas estrangeiros e afetar diretamente cadeias estratégicas como turismo, indústria, comércio e serviços. Por isso, a entidade defende que qualquer decisão seja tomada com base em dados concretos e na análise dos impactos de longo prazo para a economia e a competitividade do Brasil como destino turístico.

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