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A organização da COP30 dá passos firmes em Belém (PA) com foco na hospedagem dos participantes. Em reunião com o Bureau da UNFCCC, o Brasil informou que 79 países já confirmaram suas reservas — via Bnetwork, Qualitour ou diretamente — e outros 70 seguem em negociação. Para acelerar soluções, foi criada uma força-tarefa para atender cada delegação de forma individualizada em hospedagem, transporte, saúde e logística.

Oferta de hospedagem: 42 mil unidades já mapeadas

Segundo levantamento apresentado ao Bureau da UNFCCC, a capacidade disponível para novembro soma mais de 42 mil quartos, distribuídos assim:

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  • Hotéis em Belém e região metropolitana: 8.166 quartos
  • Navios-hotel (cabines): 3.882, com cerca de 800 opções até US$ 200/dia
  • Bnetwork: 7.354 quartos (até US$ 600/dia)
  • Airbnb e Booking.com: 23.300 unidades

Delegações e participantes devem reservar com antecedência pelos canais oficiais (Bnetwork e Qualitour) e, quando necessário, usar a força-tarefa para casos específicos (grupos grandes, delegações com necessidades especiais e negociações de bloqueios).

ONU aumenta diária (DSA) para países em desenvolvimento

O secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, anunciou a revisão da Diária das Nações Unidas (DSA) em Belém: o valor subiu de US$ 144 para US$ 197 para 144 países em desenvolvimento, incluindo LDCs (Países Menos Desenvolvidos) e SIDS (Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento). O apoio extra se aplica a número limitado de delegados por país elegível e foi bem recebido pelos representantes regionais.

O governo brasileiro celebrou o avanço, mas ponderou que os custos locais ainda superam a média coberta pela DSA e sugeriu à UNFCCC estudar uma taxa ad hoc (reforço emergencial apenas para esta COP) para facilitar a participação de delegações de países em desenvolvimento.

Combate a preços abusivos

O Brasil relatou ações jurídicas, administrativas e de diálogo com o setor para coibir abusos. Um exemplo foi a adesão de Hotels.com e Airbnb a recomendações de Defensoria Pública do Pará, Ministério Público, Procon e OAB, bloqueando anúncios abusivos e sinalizando alertas quando os valores ultrapassam a média de mercado. O objetivo é garantir previsibilidade e equilíbrio tarifário durante o evento.