A cidade de São Paulo abriga, em meio ao bairro do Morumbi, um verdadeiro refúgio de arte, história e natureza: a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano (FMLOA). Criada em 1974 por Oscar Americano como um ato de generosidade, em homenagem à sua esposa, Maria Luisa Ferraz Americano, a hoje fundação reúne, em um só espaço, um acervo artístico de mais de quatro séculos, uma casa modernista ícone da arquitetura brasileira e um parque com rica vegetação nativa da Mata Atlântica.
“Inaugurar essa fundação foi, sobretudo, um gesto de extrema generosidade de Oscar Americano e de seus cinco filhos. Eles disponibilizaram à cidade de São Paulo, apenas dois anos após o falecimento de Maria Luisa, o local que foi residência da família por mais de 20 anos. A Fundação Maria Luisa e Oscar Americano é verdadeiramente um oásis na cidade. No mesmo lugar encontramos natureza, arte e história”, afirma Eduardo Monteiro, Diretor Cultural da FMLOA. “Esse gesto também carrega uma certa dramaticidade, ao nos darmos conta de que, menos de três meses após a constituição da Fundação, Oscar Americano veio subitamente a falecer”, complementa o Diretor.
Com entrada gratuita às terças-feiras e diversas atividades abertas ao público, a instituição é referência em programação cultural. “Visitar a Fundação nos conecta com diferentes aspectos da melhor expressão do Brasil. Desde a chegada na exuberante pequena floresta tropical urbana que envolve a casa, extraordinário patrimônio arquitetônico modernista, até as surpreendentes riquezas, curiosidades e belezas das obras do seu acervo. As atividades culturais que promovemos são reconhecidamente referências de qualidade. A cada ano, a Fundação se renova — é um espaço vivo e revitalizante”, destaca Érico Vital Brazil, Diretor de Produção da FMLOA.
A casa que abriga a Fundação foi projetada em 1950 pelo arquiteto Oswaldo Arthur Bratke e, além da arquitetura modernista, preserva um acervo de obras que percorre quatro séculos da história do Brasil. Além de mobiliário, prataria, porcelanas, tapeçarias, arte sacra, peças do período colonial e imperial, o público pode apreciar pinturas dos séculos XVII ao XX, com destaque para obras Frans Post e de grandes mestres do modernismo brasileiro, como Portinari e Di Cavalcanti.
Natureza e cultura lado a lado
O parque, composto por jardins e árvores nativas como pau-brasil, sibipiruna e pau-ferro, oferece um respiro verde na maior metrópole do país — uma genuína floresta tropical urbana integrada ao espaço cultural (residência) e ao salão de chá, que oferece opções como brunch e chá completo.
Além das exposições, a Fundação promove visitas guiadas, concertos e diversas atividades culturais ao longo do ano, como as séries literária e histórica, dentre outras, consolidando-se como um dos mais importantes centros culturais da cidade.















