Foto: Embratur

A Embratur lançou, nesta segunda-feira (17), um novo episódio da série de documentários Turismo Transforma, desta vez destacando como toda a cadeia do turismo na ilha de Fernando de Noronha se conecta de forma sustentável. Com o título Noronha: Além do Paraíso, a produção de 18 minutos apresenta histórias inspiradoras de moradores, empreendedores e pesquisadores que atuam diretamente na conservação e no desenvolvimento sustentável da ilha.

Presidente da Embratur, Marcelo Freixo ressaltou que Fernando de Noronha é um dos maiores tesouros naturais do Brasil, e que serve de exemplo por seguir com suas belezas naturais e sua biodiversidade preservadas, e com as comunidades locais colhendo o resultado do desenvolvimento por conta do turismo. “O documentário Noronha: Além do Paraíso mostra histórias de pessoas que fazem do turismo um instrumento de transformação social e preservação ambiental. É uma comunidade muito engajada e consciente, que se uniu para garantir que o turismo gere somente impactos positivos, gerando emprego e renda, mas com respeito à natureza e à cultura local”, disse. “A Embratur acredita nesse caminho e produz esse documentário para demonstrar como o turismo pode transformar nosso país para melhor. Na Embratur, estamos promovendo no exterior as iniciativas que impulsionam um turismo responsável, gerando oportunidades e protegendo o patrimônio cultural e natural do nosso país”, concluiu o presidente da Embratur.

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Entre os destaques do vídeo está o Projeto Golfinho Rotador, que alia ciência, educação e turismo para proteger a fauna marinha e formar jovens da comunidade. “Hoje, dos 15 funcionários do projeto, 12 são moradores da ilha, e dez deles foram nossos alunos desde a infância”, destaca José Martins, coordenador-geral da iniciativa. Segundo ele, um turismo sustentável só é possível quando caminha lado a lado com a educação ambiental.

Mais do que um cartão-postal, Fernando de Noronha é um ecossistema frágil que requer constante atenção. Lilian Hangae, chefe do Núcleo de Gestão Integrada do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), enfatiza a importância da preservação contínua. “Cerca de 70% da ilha principal está dentro do Parque Nacional Marinho, enquanto o restante integra uma Área de Proteção Ambiental (APA). Isso significa que qualquer atividade precisa ser planejada para respeitar a biodiversidade única do local”, explica. Para ela, o equilíbrio entre desenvolvimento e conservação é a chave para garantir que Noronha continue sendo um Patrimônio Natural da Humanidade.

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