A Infraero continua em busca de alternativas para redução e mitigação do ruído aeronáutico das operações do Aeroporto de Congonhas. Por isso, em conjunto com as empresas aéreas e órgãos do setor aéreo e de meio ambiente, a estatal vem discutindo possíveis ações por meio de um Grupo de Trabalho (GT). Uma dessas ações é a realização de testes, entre os dias 1º e 7 de outubro, com procedimento de navegação aérea com abatimento de ruído em decolagens.
Esses testes consistem na realização de decolagens, com aeronaves partindo da cabeceira 35, com procedimentos de baixo ruído e saídas padrão por instrumento. Esse procedimento, denominado Noise Abatement Departure Procedures (NADP 1), é definido pela Organização Internacional de Aviação Civil (OACI) no documento “Procedures For Air Navigation Services – Aircraft Operations, Volume I, Doc 8186, Section 7”.
Foram instaladas estações de monitoramento de ruído em pontos estratégicos dos bairros de Indianópolis, Itaim e Vila Nova Conceição. Essas estações captarão os níveis de ruído do ambiente e o aeronáutico sempre que houver sobrevoo de aeronaves. Como o sentido das decolagens e o uso de cabeceiras dependem da direção dos ventos, a meta é conseguir ao menos três dias completos de medição. Após o período de testes, as empresas aéreas compartilharão dados dos voos que realizaram o procedimento.
O superintendente de Meio Ambiente da Infraero, Fued Abrão Junior, explica que, como as estações de monitoramento captarão os ruídos gerados, será possível correlacionar determinado voo com o ruído produzido. “O objetivo é avaliar tecnicamente a execução desse procedimento e o real impacto (positivo, negativo ou neutro) nos níveis de ruído provocados nas decolagens pela cabeceira 35 que farão curva à direita”, ressalta. Os dados obtidos serão utilizados em análises e, posteriormente, considerados na tomada de decisão conjunta do Grupo de Trabalho sobre uma possível adoção desse tipo de procedimento no Aeroporto de Congonhas.















