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O debate sobre o possível fim da escala 6×1 voltou ao centro das discussões no Brasil e já gera preocupação em setores que dependem de operação contínua, como turismo, hotelaria, alimentação e aviação civil. A avaliação de representantes do mercado é que mudanças mais rígidas nas jornadas de trabalho podem provocar aumento de custos operacionais e impactar diretamente o consumidor final.

Diferentemente de áreas administrativas, o turismo concentra boa parte da demanda em finais de semana, feriados e períodos de alta temporada. Hotéis, restaurantes, aeroportos e companhias aéreas mantêm funcionamento praticamente ininterrupto para atender o fluxo de viajantes, especialmente em destinos turísticos.

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Segundo análise publicada pela Gazeta do Povo, entidades ligadas ao setor avaliam que o fim da escala 6×1 poderia gerar pressão inflacionária sobre serviços turísticos, refletindo em diárias de hotéis, passagens aéreas, pacotes de viagem e alimentação fora do lar.

Na aviação civil, a discussão ganhou repercussão após declarações de Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil. Durante debate promovido pelo grupo Esfera Brasil, o executivo afirmou que mudanças rígidas na jornada de aeronautas poderiam afetar a viabilidade de voos internacionais de longa duração operados no país.

Outro ponto levantado pelo setor envolve as operações de solo nos aeroportos. Dados citados pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo (Abesata) indicam que mais da metade dos profissionais da área atua atualmente no modelo 6×1. A entidade estima que eventuais adequações às novas regras poderiam elevar os custos operacionais em pelo menos 20%.

O segmento de alimentação fora do lar também aparece entre os mais sensíveis às possíveis mudanças. Relatório da agência Fitch Ratings aponta que restaurantes estão entre os nichos com menor margem de flexibilidade operacional, principalmente por funcionarem em múltiplos turnos e concentrarem movimento em horários noturnos e fins de semana.

Enquanto o debate avança no Congresso e nas redes sociais, o setor de turismo acompanha o tema com atenção. A preocupação central é encontrar um equilíbrio entre qualidade de vida dos trabalhadores e a manutenção da competitividade de atividades que dependem de funcionamento contínuo para atender a demanda turística.