Foto: divulgação

A Viva América publicou um raio-x do turismo entre Brasil e os Estados Unidos. Segundo o levantamento inédito, em 2023, aproximadamente 1,62 milhão de brasileiros viajaram a turismo para os EUA – um aumento de 32,7% em comparação com o volume de viajantes do ano anterior, de 1,22 milhão. Miami, Orlando e Nova York são os principais pontos de desembarque dos brasileiros.

De 2014 a 2019, por exemplo, a média anual de brasileiros que viajaram a turismo para os EUA passou de dois milhões. Em 2020, com a Covid-19, esse volume caiu para 420 mil, recuando ainda mais, para 230 mil, no ano seguinte.

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 “A partir de 2022, começamos a ver uma recuperação parcial no fluxo de viagens entre os dois países, em razão da reabertura das fronteiras e dos serviços consulares, que voltaram a emitir vistos para brasileiros”, explica Rodrigo Costa, CEO da Viva América.

Para o estudo, foi usada a definição da Organização Mundial do Turismo (OMT), que considera um visitante turístico como qualquer pessoa que faça uma viagem para um destino fora de seu país de residência por pelo menos uma noite e período menor do que um ano, sob qualquer finalidade pessoal que não a de trabalhar no país visitado.

Ao todo, o Brasil respondeu por 2,68% dos 60,5 milhões de desembarques internacionais realizados em território americano em 2023, ficando na sexta colocação entre os países que mais enviaram turistas aos EUA – um degrau acima da posição de 2022. Canadá (19,1 milhões), México (13 milhões), Reino Unido (3,8 milhões), Alemanha (1,8 milhão) e Índia (1,7 milhão) lideraram a lista.

Apesar do aumento expressivo nas viagens brasileiras para os EUA, o País apresentou apenas a 122ª maior taxa de crescimento entre 2022 e 2023. A liderança foi da China, com um salto de 192% – saindo de 368 mil para pouco mais de um milhão de turistas enviados à terra do Tio de Sam. No somatório total, os EUA receberam 19% a mais de turistas no ano passado.

Na outra ponta do ranking está Cuba, que enviou 37,9% a menos de turistas para os EUA entre 2022 (23,2 mil) e 2023 (14,4 mil), seguida por Ilhas Salomão (-27,64%), Saara Ocidental (-23,33%) e Haiti (-17,25%).

“Nossa expectativa é de que, em 2024, o fluxo de viajantes brasileiros para os EUA cresça novamente, pelo terceiro ano consecutivo, e chegue muito próximo da máxima histórica, se é que não irá ultrapassá-la. Com a normalização no serviço consular de emissão do visto americano, a criação de novas rotas internacionais e o preço dos pacotes para os EUA, que não raramente estão mais baratos do que destinos domésticos, é possível que um novo recorde seja registrado”, prevê o CEO da Viva América.