O Brasil possui uma riqueza cultural e natural bem diversificada, com produtos únicos e forte ligação com o território onde são produzidos. O selo de Indicação Geográfica (IG) ajuda a destacar e reconhecer a qualidade e as características especiais de produtos como cafés, queijos, vinhos e artesanatos, entre outros.
Nos últimos anos, o país vem avançando na valorização destes patrimônios e na criação de novas oportunidades de crescimento econômico. Hoje, existem 127 produtos registrados junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
Em Gramado, na Serra Gaúcha, acontece o Connection Terroirs do Brasil, um evento focado em dar visibilidade aos produtos certificados e ampliar o debate sobre o tema. O primeiro selo de IG foi protocolado no INPI em 1997 e o primeiro certificado concedido ocorreu em 2002, para a APROVALE – Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos, na região serrana do Rio Grande do Sul.
Nos anos mais recentes o assunto está ganhando mais notoriedade. Desde 1997, foram protocolados 241 pedidos de registros, 74 deles nos últimos três anos, sendo 22 em 2022, 27 em 2023 e 25 em 2024. O trâmite para obter o selo de IG passa por avaliações rigorosas.
No ano passado o INPI concedeu 12 registros e neste ano já foram homologados dois pedidos, ambos no Paraná: Broas de Centeio de Curitiba e Cracóvia de Prudentópolis. Cracóvia é um embutido produzido por descendentes de ucranianos.
Além de valorizar e diferenciar o produto no mercado, as IGs desempenham um papel importante na preservação ambiental e no incentivo ao turismo.














