O preço de passagens de ônibus interestadual em seis das principais rotas do país ainda está 45% abaixo do praticado antes da pandemia — e a explicação pode estar relacionada à concessão de novas autorizações entre 2019 e 2021, breve período de liberação do mercado, interrompido por questionamentos judiciais. Levantamento da plataforma de buscas CheckMyBus mostra que a diferença entre os preços praticados em 2019 e hoje é maior onde há mais operadores competindo.
Na rota Belo Horizonte–São Paulo, operada por 12 empresas de ônibus, o valor médio das passagens no primeiro semestre ficou 45% abaixo do primeiro semestre de 2019. O passageiro pagou R$ 97 em média, ante R$ 177,50 antes da abertura do mercado.
Já a rota Brasília–Rio de Janeiro é a única dentre as seis pesquisadas em que a tarifa ficou mais cara. O passageiro pagou no primeiro semestre R$ 290 em média, 18% a mais do que no mesmo período de 2019 (R$ 245). A rota é a que tem menos competição dentre as seis, com cinco operadores.
“De modo geral, parece que o número de operadoras exerce influência sobre o valor das passagens”, diz Abel Bessa, da CheckMyBus.
O levantamento da CheckMyBus foi encomendado pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas que defendem a abertura do setor.
No período entre meados de 2019 e março de 2021 Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) concedeu 22.620 autorizações de ligações para novas empresas.
Com informações do Jornal O Globo















