O Brasil ultrapassou a marca de 106,8 milhões de passageiros circulando pelos aeroportos do país entre janeiro e outubro de 2025, segundo levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) com base em dados da Anac. O número representa um crescimento de 9,5% em relação ao mesmo período de 2024 e marca a primeira vez que o país atinge o volume de 100 milhões de viajantes um mês antes do registrado no ano passado.
“Estamos com uma trajetória firme e constante de crescimento, com recordes mensais de brasileiros viajando de avião”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho. Para ele, o avanço reforça o fortalecimento da aviação civil, impulsionado por melhorias na infraestrutura, regionalização dos terminais e ampliação das oportunidades para os viajantes.
Outubro: mês de recordes
O mercado doméstico teve em outubro o melhor desempenho da série histórica para o mês desde 2000, com 9 milhões de passageiros, alta de 9,1% na comparação anual. Foi também a primeira vez em que o fluxo nacional ultrapassou essa marca em outubro. O resultado consolidou uma sequência de oito meses consecutivos de recordes mensais no segmento doméstico.
Segundo o secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, o desempenho brasileiro se destaca entre os mercados latino-americanos. “O Brasil tem o maior mercado doméstico da América do Sul e Caribe e é o que mais cresce entre os principais países da região”, afirmou.
No mercado internacional, outubro também foi histórico: 2,3 milhões de passageiros, aumento de 9,3% sobre 2024. No acumulado do ano, os voos internacionais já transportaram 23,5 milhões de viajantes.
Os aeroportos mais movimentados
De janeiro a outubro de 2025, os terminais com maior fluxo de passageiros foram:
- Guarulhos (SP): 38,2 milhões
- Congonhas (SP): 19,7 milhões
- Galeão (RJ): 14,2 milhões
- Brasília (DF): 13,4 milhões
- Confins (MG): 10,7 milhões
- Campinas (SP): 10,6 milhões
Recife (PE): 8 milhões
Salvador (BA): 6,4 milhões
Porto Alegre (RS): 5,8 milhões
Santos Dumont (RJ): 4,9 milhões
Os números refletem o ritmo acelerado da aviação brasileira e a retomada consistente da demanda, impulsionada pela oferta de voos, competitividade do setor e maior confiança dos viajantes.














