Foto: Divulgação

A Azul ofereceu também aos produtores uma capacitação gratuita, realizada nesta quinta (05), quando foi comemorado o Dia da Amazônia. O objetivo do evento era estreitar ainda mais as conexões dos produtores amazônicos com o mundo. A produção e comercialização de produtos produzidos com matéria-prima coletada por por comunidades ribeirinhas em grandes metrópoles como Nova York e Londres, é uma realidade que já existe, com joias que são feitas com os biomateriais de fios e tecidos da borracha, retirados da Ilha de Cotijuba, no Pará.

Todo o processo de produção das joias é feito de maneira sustentável com a finalidade de preservar os recursos do meio ambiente e da floresta. Os produtos já são vendidos no Brasil, ligando a Amazônia com o país, e também são comercializados no exterior, de maneira indireta, em cidades como Lisboa e Zurique. A parceria com a Azul permite que a Azul Cargo, braço de logística da Companhia, faça a logística de transporte com 80% de desconto.

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“Já estamos desenvolvendo joias com povos indígenas do México. E a Itália, um país tão tradicional com a moda, também está experimentando os nossos produtos alternativos, similares ao couro, porém de matéria prima vegetal e renovável”, conta Tainah Fagundes, proprietária da empresa Da Tribu. 

Ela e mais dezessete pequenos e médios produtores, que fazem parte do projeto ARA – Todas as Amazônias sob o Mesmo Céu – da Azul Linhas Aéreas, em parceria com a ASSOBIO (Associação dos Negócios de Sociobioeconomia da Amazônia), participaram da capacitação. 

“A ideia do projeto era que os especialistas da Kuehne Nagel, uma empresa de transporte de cargas, junto com os profissionais da Azul, passassem suas experiências para os produtores, o passo a passo do que deve ser feito, caso eles decidam e queiram exportar seus produtos, conectando assim a Amazônia com o mundo”, explica o Gerente de Sustentabilidade da Azul, Filipe Alvarez. 

Estes empreendedores são apenas uma parte dos integrantes do projeto ARA. Os outros 63 empresários espalhados por toda a Amazônia Legal com produtos diversos como alimentos, cosméticos, roupas, bolsas, bebidas, bijuterias também tem como objetivo fomentar cadeias justas, desenvolver a região norte e gerar empregos, nas cidades que estão espalhadas pelos 5 bilhões de quilômetros quadrados, que fazem parte da Amazônia Legal.  

“Além do curso, a gente também cedeu gratuitamente 25 acessos para a plataforma online da UniAzul, que contém diversos outros cursos, desde como montar um powerpoint até como apresentar uma proposta de negócios. A ideia é que eles possam se conectar com o conhecimento e se desenvolver. Sendo mais eficientes nos negócios. E assim a gente espera que um negócio bem feito na Amazônia gere um impacto positivo na socioeconomia e na manutenção da floresta em pé”, complementa Filipe Alvarez.

De acordo com a ASSOBIO, em dois anos de programa ARA já foram registrados um faturamento de 44 milhões de reais. Cerca de 600 empregos diretos e 86 mil indiretos foram criados. Quase 50 milhões hectares de floresta preservados. E mais de 24 toneladas de itens diversos transportados nos aviões da Azul Cargo, graças à parceria com a Azul.

“Somos feitos por quem acredita que a Amazônia faz a diferença. Utilizamos ingredientes e sabores da nossa biodiversidade. São ingredientes tradicionais da culinária amazônica como Tucupi, Cupuaçu e Camuru que viram geleias, granolas, farinhas e farofas. E agora queremos levar para o mundo o sabor da Amazônia,” conclui Joana Martins, proprietária da Manioca.

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