A aviação civil brasileira viveu um ano histórico em 2025, superando marcas pré-pandemia e registrando os maiores volumes de passageiros, oferta e eficiência operacional desde o início da série histórica, em 2000. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (19) pela Agência Nacional de Aviação Civil, reforçam os resultados das políticas públicas conduzidas pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
Ao longo do ano, 129,6 milhões de passageiros foram transportados em voos domésticos e internacionais — número 9,2% superior a 2019 e 9,4% acima de 2024. No mercado interno, o Brasil ultrapassou pela primeira vez a marca de 100 milhões de passageiros, totalizando 101,2 milhões, enquanto o segmento internacional somou 28,4 milhões, com alta de 20,2% frente ao período pré-pandemia.
Para o ministro Silvio Costa Filho, os números confirmam um momento inédito. “Superamos os níveis pré-pandemia, com recordes de passageiros, maior eficiência e tarifas mais acessíveis. Esse desempenho reflete uma política pública consistente, que fortaleceu a indústria nacional e ampliou a conectividade”, afirmou.
A expansão da demanda veio acompanhada do aumento da oferta. Em 2025, foram disponibilizados 159,5 milhões de assentos, crescimento de 7,8% em relação a 2024. A eficiência operacional também atingiu patamares recordes, com taxa de ocupação de 83,6% nos voos domésticos e 85,8% nos internacionais, os maiores já registrados no país.
O avanço se refletiu ainda na cadeia produtiva. A Embraer ampliou em 18% a entrega de aeronaves, o número de fabricantes nacionais certificados pela Anac dobrou e o Brasil certificou seu primeiro balão fabricado no país, além de registrar crescimento superior a 50% no segmento de aeronaves leves esportivas.
Do ponto de vista do consumidor, o cenário foi de queda real nas tarifas. A passagem aérea média em 2025 ficou em R$ 647,67, acumulando redução real de 10,9% desde 2022, com mais da metade das passagens vendidas abaixo de R$ 500.
Para 2026, a expectativa é de continuidade do crescimento, com foco em investimentos, ampliação da conectividade aérea, fortalecimento da indústria nacional e melhoria da experiência do passageiro, consolidando a aviação como um dos principais vetores de integração e desenvolvimento do país.
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